A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, nesta quarta-feira (19), a Operação Escudo Aéreo, voltada a desmontar um esquema criminoso que utilizava drones para entregar ilícitos dentro de presídios no Ceará. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão, todos expedidos pela Vara de Delitos de Organização Criminosa da Justiça Estadual.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, nesta quarta-feira (19), a Operação Escudo Aéreo, voltada a desmontar um esquema criminoso que utilizava drones para entregar ilícitos dentro de presídios no Ceará. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão, todos expedidos pela Vara de Delitos de Organização Criminosa da Justiça Estadual.
De acordo com a Polícia Federal, a estrutura funcionava como um verdadeiro “delivery do crime”, facilitando a entrada de celulares, drogas e outros materiais proibidos nas unidades prisionais. Além disso, o esquema reforçava a comunicação entre integrantes de facções, ajudando na articulação e determinação de crimes fora do sistema penitenciário.
O envio dos itens era feito tanto por drones quanto pela prática conhecida como rebolo, quando objetos ilícitos são arremessados para dentro dos presídios.
A operação mobilizou mais de 50 agentes da PF, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, com apoio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Tecnologia contra drones criminosos
O Governo do Ceará também investiu R$ 1,64 milhão em um equipamento de inteligência para detectar e bloquear drones que sobrevoam áreas prisionais. A aquisição, publicada no Diário Oficial, foi motivada pelo aumento das tentativas de envio de ilícitos por via aérea, a maioria durante a noite, dificultando a ação dos policiais penais.
Neste ano, 19 drones foram abatidos pelos agentes. Em 2024, foram oito. Uma das ocorrências mais recentes ocorreu em agosto, quando quatro adultos e um adolescente foram detidos ao serem flagrados controlando um drone que sobrevoava a Unidade Prisional Itaitinga 3, na Região Metropolitana de Fortaleza.
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