O deputado republicano Tony Gonzales, que representa o estado do Texas na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, está no centro de uma polêmica após admitir ter mantido um relacionamento extraconjugal com uma assessora de seu gabinete.
O deputado republicano Tony Gonzales, que representa o estado do Texas na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, está no centro de uma polêmica após admitir ter mantido um relacionamento extraconjugal com uma assessora de seu gabinete.
A declaração foi feita na quarta-feira (4), durante entrevista ao programa The Joe Pags Show, um dia depois das primárias republicanas para a Câmara, nas quais o parlamentar avançou para o segundo turno.
“Cometi um erro e tive uma falha de julgamento”, afirmou Gonzales. “E houve uma falta de fé. E assumo total responsabilidade por essas ações”, acrescentou.
O deputado também disse que conseguiu se reconciliar com a esposa após o episódio, ocorrido em meados de 2024, envolvendo a assessora Regina Santos-Aviles.
“Pedi perdão a Deus, e Ele me perdoou. Quando você comete erros como esse, nunca é fácil. Isso o torna mais humilde”, declarou.

Deputado admite traição com assessora e dispara (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Investigação ética
O caso também passou a ser analisado pelo Comitê de Ética da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que investiga suspeitas de conduta sexual imprópria envolvendo uma funcionária do gabinete.
Além do relacionamento, o comitê avalia denúncias de que o parlamentar teria concedido favores ou privilégios indevidos à assessora por causa do envolvimento pessoal. Dependendo do resultado da investigação, Gonzales pode sofrer sanções políticas e até enfrentar dificuldades nas disputas internas do partido no Texas.
Vazamento de mensagens
A polêmica ganhou ainda mais repercussão após o vazamento de mensagens de texto entre Gonzales e Regina. Conversas divulgadas pelo jornal New York Post mostram que o congressista teria pedido à funcionária o envio de uma “foto sensual”.
Outras mensagens, trocadas entre a assessora e um ex-colega de trabalho, também vieram a público e indicariam discussões sobre o relacionamento.
Morte da assessora
Regina, de 35 anos, morreu em setembro de 2025 após atear fogo ao próprio corpo no quintal de sua casa na cidade de Uvalde. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu às graves queimaduras e faleceu no dia seguinte.
Casada e mãe de um filho, Regina deixou a família em luto. O viúvo, Adrian Aviles, acusou o deputado de ter “abusado do poder” ao se envolver com uma subordinada e defendeu que o parlamentar seja responsabilizado criminalmente pela morte da esposa.
O caso segue repercutindo nos Estados Unidos e continua sob análise das autoridades e do comitê de ética do Congresso.