Felipe Becari afirmou ao BacciNotícias que acionou a polícia, o Ministério Público e cobrou investigação sobre o caso do cão Orelha antes da repercussão nacional. Ele defende punição conforme o ECA e políticas públicas mais eficazes.

Deputado afirma que acionou polícia e MP antes do caso do cão Orelha viralizar

O deputado federal Felipe Becari (União-SP) afirmou que as providências legais sobre o caso do cão Orelha começaram antes mesmo da ampla repercussão nas redes sociais. Em entrevista exclusiva ao BacciNotícias, ele detalhou as ações adotadas desde os primeiros dias após o episódio.

De acordo com o parlamentar, o caso ocorreu em 4 de janeiro e o animal morreu dois dias depois.

“Tomei conhecimento dias antes do caso ter viralizado nas redes sociais e na mídia, e tomei as providências cabíveis”, explicou.

Becari afirmou que acionou formalmente os órgãos competentes. “Noticiar a delegacia da área, registrar essa ocorrência, noticiar também, por meio de ofício, o Ministério Público e a Polícia Civil, para que instaurasse um inquérito policial”, listou.

O deputado ressaltou que, mesmo sem a existência de vídeos, havia elementos suficientes para investigação. “Sempre reunimos fotos, vídeos, enfim, provas materiais. Nesse caso, mesmo sem o vídeo, tínhamos todas as informações”, disse.

Sobre a responsabilização dos envolvidos, Becari destacou que, por se tratarem de menores de idade, o caso deve seguir o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Que esses meninos respondam, na medida do que eles podem ser responsabilizados, que é através do ECA”, afirmou.

O parlamentar também enfatizou que o papel do Congresso vai além da pressão pontual. “O que o Congresso tem que fazer, de fato, é entregar para a sociedade uma política pública para os animais realmente efetiva”, concluiu.

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