Um cartaz fixado na porta de uma unidade do Frigorífico Goiás, em Goiânia, gerou polêmica ao exibir a mensagem “Petista aqui não é bem-vindo” junto ao anúncio de um corte de carne. A repercussão levou o deputado estadual Mauro Rubem (PT) a acionar o Ministério Público de Goiás e o Procon, que apuram possível prática de publicidade abusiva. Diante da repercussão, o CEO da empresa classificou o cartaz como um “desabafo” e disse que petistas não estão proibidos de entrar no estabelecimento.
Um cartaz afixado na porta de uma unidade do Frigorífico Goiás, em Goiânia, tem causado grande repercussão. A peça publicitária exibia o preço de um corte de carne bovina, mas também trazia, em letras maiúsculas, a mensagem: “Petista aqui não é bem-vindo”.
O caso chegou ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) e ao Procon estadual. O deputado Mauro Rubem (PT) acionou os órgãos alegando possível prática de publicidade abusiva, em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor. O MP deve analisar a representação, enquanto o Procon foi instado a adotar medidas fiscalizatórias e aplicar eventuais sanções.
A divulgação rapidamente ganhou espaço nas redes sociais e dividiu opiniões. Diante da repercussão, o CEO do frigorífico gravou um vídeo afirmando que o cartaz refletia apenas um “desabafo” e reforçou que, embora a mensagem seja clara, petistas não estão proibidos de frequentar o local.
Esta não é a primeira vez que o frigorífico se envolve em polêmica. Em outubro de 2022, durante o período eleitoral, a empresa comercializou uma “picanha mito” a R$ 22, em referência ao número do então candidato Jair Bolsonaro (PL) na urna eletrônica. A iniciativa gerou tumulto e foi suspensa por determinação judicial.
