O famoso Domo da Orgia do festival Burning Man foi destruído por uma tempestade de areia. Como solução improvisada, os organizadores transferiram as atividades para um Ônibus da Orgia, um veículo rosa com menor capacidade. O festival, que se baseia em princípios como a autossuficiência e a não deixar marcas, é conhecido pela liberdade, mas também tem regras rígidas de segurança e consentimento.

Após destruição, evento cria ideia improvisada
Após destruição, evento cria ideia improvisada

Após a tempestade de areia que atingiu o festival Burning Man, no deserto de Nevada (EUA), derrubar o popular Domo da Orgia, um dos pontos altos do evento, uma ideia improvisada foi colocada em prática. Inicialmente, a edição deste ano parecia que ficaria sem o espaço que atrai anualmente milhares de pessoas. No entanto, a direção do festival transferiu as atividades para o “Ônibus da Orgia”, um veículo rosa que funcionará como substituto.

Novo espaço improvisado para o ‘amor livre’

A destruição do domo original foi relatada por Kirbo, um frequentador do festival, em uma postagem no TikTok. Ele celebrou a novidade, apesar de o ônibus ter capacidade significativamente menor que a estrutura inicial. Em nove edições anteriores, Kirbo teve sua entrada no domo negada por estar solteiro, já que o local só permitia a entrada de casais. Ele disse esperar que a sorte seja diferente com a nova atração.

O ônibus rosa que agora fará as vezes de domo costumava ser usado para transportar os participantes por Black Rock, a cidade temporária erguida no deserto.

Regras rígidas

O Domo da Orgia era uma das atrações mais controversas e procuradas do festival, atraindo anualmente até 10 mil pessoas. Apesar da fama libertina, o local funcionava sob regras rígidas para garantir encontros consensuais e seguros. É proibido entrar sozinho no espaço, o uso de proteção é obrigatório, consumo exagerado de álcool é proibido e os usuários não podem entrar no local com câmeras e celulares.

Voluntários circulavam pela tenda para garantir que todas as atividades fossem consensuais. O site do festival reforçava a política de inclusão, afirmando que “heterossexuais, lésbicas, gays, bissexuais, poliamorosos e monogâmicos” eram bem-vindos, mas quem não entrasse no clima era convidado a se retirar.

O Burning Man é um evento de contracultura que dura nove dias. Ele é realizado desde 1986 e se tornou uma cidade temporária no deserto, com foco em arte, autoexpressão e comunidade. A organização se baseia em dez princípios, entre os quais estão:

  1. Inclusão: todos podem fazer parte do Burning Man.
  2. Autossuficiência: cada participante é responsável por seus próprios recursos.
  3. Desmercantilização: não há patrocínios ou anúncios comerciais.
  4. Não deixar marcas: os participantes se comprometem a limpar o local e não deixar rastros.
  5. Participação: todos são bem-vindos para contribuir.

Apesar da liberdade e experimentação, a equipe de produção alerta que diversas agências policiais patrulham Black Rock City e que os participantes que infringirem a lei podem ser multados, presos ou expulsos.

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