Novos desdobramentos do caso do detento decapitado por colegas no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, no último sábado (28), revelam a extrema violência do crime.

Centro de Detenção de Pinheiro II, em São Paulo (Foto: Reprodução/Google)
Centro de Detenção de Pinheiro II, em São Paulo (Foto: Reprodução/Google)

Novos desdobramentos do caso do detento decapitado por colegas no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, no último sábado (28), revelam a extrema violência do crime.

De acordo com o boletim de ocorrência, Washington Ramos Brito teve a cabeça e as orelhas cortadas com uma lâmina de barbear. O registro também aponta mutilações no corpo. A forma de execução é associada, segundo relatos, a práticas atribuídas à facção criminosa Bonde do Cerol Fininho, considerada rival do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Detento decapitado na cadeia

O homicídio teria sido motivado por vingança. Washington foi preso no dia 25 de fevereiro, suspeito de matar a própria mãe, e assassinado três dias depois, no último sábado (28), dentro da unidade prisional.

Detento decapitado na cadeia teve cabeça e orelhas cortadas com lâmina (Foto: Reprodução)

Suspeito de matar a mãe

Washington Ramos Brito foi detido sob suspeita de ter matado a mãe, de 58 anos, em uma residência no Jardim das Palmas, na região do Campo Limpo, zona sul da capital paulista.

O corpo de Angelina Maria Ramos foi encontrado pela manhã por outro filho da vítima. Segundo informações da ocorrência, havia sinais de estrangulamento e arranhões no pescoço.

Confissão

Dois detentos confessaram a autoria do assassinato dentro do presídio. Eles foram identificados como Rodrigo Galvão dos Santos, conhecido como “Rota”, de 42 anos, e José Wellington Matos Vitória, de 25.

Em depoimento, ambos admitiram ter matado Washington. Segundo relataram, não têm mais as respectivas mães vivas e afirmaram ter se revoltado com o crime de matricídio, o que teria motivado a execução.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, os dois suspeitos foram encaminhados ao 91º Distrito Policial (Ceagesp), onde prestaram depoimento, mantiveram a confissão e passaram por exame de corpo de delito. Em seguida, retornaram ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

Leia Mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas