A traficante Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, foi morta a tiros durante um confronto de facções no Rio de Janeiro. Pouco antes de sua morte, ela publicou um vídeo denunciando um traficante de sua antiga facção por não pagar dívidas e oprimir moradores, o que pode ter motivado sua execução. O corpo de Eweline, que havia trocado de grupo criminoso, foi encontrado com marcas de tiros na cabeça e no tórax.
A traficante Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, foi morta a tiros na madrugada da última quinta-feira (14), durante confrontos entre facções criminosas na Zona Norte do Rio de Janeiro. Pouco antes de sua morte, Eweline publicou um vídeo nas redes sociais onde denunciava um traficante por oprimir moradores e não pagar suas dívidas, o que pode ter motivado a execução.
Troca de facção
A troca de tiros que levou à morte da traficante foi resultado de uma disputa entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Eweline, que era natural de Santa Catarina, havia sido integrante do CV e, recentemente, passou a se relacionar com o TCP.
Em seu vídeo, ela criticou a conduta de um homem chamado HN de sua antiga facção, a quem acusou de “oprimir morador” e de ser “caloteiro”.
“Mano, a pior covardia que eu sofri no CV foi ter apanhado de um cara, sendo que ele tava roubando o próprio chefe dele, o HN. Fora outras coisas que ele fazia também lá, como oprimir morador. Os dívidas de morador que ele comprava em comércio, tá ligado, não pagava. Facção não é isso, facção não é oprimir morador, mano. Morador pra gente é ouro, rapá.”
Corpo encontrado na rua
O corpo de Eweline foi encontrado por policiais militares na Rua Cametá, em Cascadura, enrolado em um lençol, com marcas de tiros na cabeça e no tórax. A traficante, conhecida por desafiar autoridades e exibir armas nas redes sociais, tinha um histórico recente de violência.
Segundo investigações, ela entrou para o tráfico após sobreviver a uma tentativa de feminicídio em 2022, quando foi baleada. Após se recuperar, ela se mudou para o Rio de Janeiro e ingressou no Comando Vermelho. Em 2023, foi presa com sete quilos de cocaína e, em junho deste ano, foi flagrada atirando contra a polícia.
Quatro dias antes de sua morte, o Disque Denúncia havia divulgado um cartaz pedindo informações sobre seu paradeiro.
