O jogador Marcos Llorente, da Espanha, viralizou durante a Copa do Mundo de 2026 por adotar a dieta paleolítica em sua rotina de alimentação. O tópico rapidamente repercutiu nas redes sociais

Marcos Llorente, jogador da Espanha (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Marcos Llorente, jogador da Espanha (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A dieta paleolítica voltou a ser tema nas redes sociais ao longo dos últimos dias, por ser uma rotina restritiva adotada pelo jogador de futebol Marcos Llorente, da Espanha, que disputa a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México.

Marcos Llorente, jogador da Espanha

Jogador compartilha detalhes sobre dieta paleolítica (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Conhecida como “a dieta do homem das cavernas, ela é padrão alimentar inspirado na alimentação dos seres humanos que viveram durante o período Paleolítico, antes do surgimento da agricultura.

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O que é a dieta paleolítica?

A proposta da dieta paleolítica é consumir alimentos que poderiam ser obtidos por meio da caça, pesca e coleta, eliminando produtos que passaram a fazer parte da dieta humana após o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.

Na prática, incentiva o consumo de carnes magras, peixes, ovos, frutas, verduras, legumes, raízes, tubérculos, castanhas, sementes e gorduras naturais, como azeite de oliva e óleo de abacate.

Em contrapartida, exclui cereais, como arroz, trigo e aveia, leguminosas, como feijão, lentilha e soja, além de leite e derivados, açúcar refinado, alimentos ultraprocessados e, em algumas versões, até mesmo o sal.

Qual o objetivo?

Em seu perfil no Instagram, Llorente comentou detalhes sobre sua dieta através de uma “psicologia natural” sobre a forma como as pessoas enxergam e roteirizam a dieta de modo extremamente rigoroso.

“As pessoas vivem estressadas: pesando alimentos, escaneando códigos, sentindo-se culpadas e obcecadas por números. Talvez o problema não seja que as pessoas comam demais. Talvez o problema seja que vivemos muito distantes de como fomos feitos para viver”, disse o jogador.

A dieta paleolítica costuma ser adotada por pessoas que desejam diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados, controlar os níveis de açúcar no sangue, redução de fatores de risco para doenças cardiovasculares, entre outros benefícios, entre eles:

  • melhora da sensibilidade à insulina;
  • emagrecimento;
  • melhora da pressão arterial;
  • possível redução dos triglicerídeos e do colesterol.

Llorente ainda valorizou outros benefícios para o organismo. “Sincroniza seu relógio biológico, ativa hormônios do bem-estar, melhora o metabolismo e a energia celular, reduz inflamação e estresse oxidativo e prepara a pele para o sol do meio dia”, escreveu o atleta espanhol.

Por outro lado, as evidências científicas sobre a dieta ainda são limitadas, especialmente quando se avaliam os efeitos da dieta por muitos anos.

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Quais são os principais cuidados?

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a dieta paleolítica é bastante restritiva e, quando feita sem orientação profissional, pode provocar desequilíbrios nutricionais. Os principais riscos incluem:

  • ingestão insuficiente de carboidratos em pessoas muito ativas;
  • redução importante da ingestão de fibras caso haja pouco consumo de vegetais;
  • dificuldade de manter a dieta por longos períodos devido às restrições alimentares.

Como elimina grupos alimentares inteiros, a dieta pode favorecer deficiência de alguns nutrientes importantes, entre eles: cálcio, fibras, ferro, zinco, magnésio, carboidratos complexos e vitaminas.

As ausências de nutrientes essenciais podem ser percebidas principalmente se os alimentos inseridos na dieta não forem utilizados em quantidades adequadas, tendo em vista a carência de opções para leite e derivados, cereais, frutas, verduras e legumes, por exemplo.

Alerta sobre a dieta paleolítica

Nutricionistas e médicos ressaltam que a dieta demanda atenção redobrada para indivíduos com doenças renais, gestantes, idosos, crianças e pessoas com necessidades nutricionais específicas.

Em muitos casos, é necessário adaptar o cardápio, ou mesmo abdicar do modelo alimentar a fim de preservar a saúde.

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