Jaqueline Maria Afonso Amaral, esposa do sertanejo Diego, da dupla Henrique e Diego, virou alvo da Polícia Federal por suspeita de lavar quase R$ 3 milhões para o PCC. Antes de viver no glamour da música sertaneja, ela foi companheira de “Julinho Carambola”, braço direito de Marcola, líder máximo da facção. A operação “Fruto Envenenado” bloqueou bens e apreendeu carros de luxo ligados a Jaqueline, que nega envolvimento com o crime organizado.
A vida de luxo e os holofotes do mundo sertanejo contrastam com o passado obscuro de Jaqueline Maria Afonso Amaral. A empresária, casada atualmente com o cantor Diego, da dupla Henrique e Diego, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A ação, batizada de Operação Fruto Envenenado, investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro que teria ligação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do país.
De companheira da cúpula do PCC a esposa de sertanejo
Antes da vida de glamour ao lado do cantor, Jaqueline viveu por duas décadas com Júlio César Guedes de Morais, o “Julinho Carambola”, condenado a mais de 168 anos de prisão. Ele é considerado braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC. O Ministério Público aponta “Carambola” como um dos mandantes do assassinato do juiz Antônio José Machado Dias, em 2003, e responsável por ordenar execuções, tráfico e compra de armas.
O esquema milionário
Segundo a investigação, entre 2018 e 2022, Jaqueline teria movimentado quase R$ 3 milhões em contas bancárias de parentes e pessoas próximas, em uma estratégia para lavar dinheiro da facção e sustentar um estilo de vida luxuoso. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Campo Grande, os policiais apreenderam veículos, incluindo um carro de luxo em seu condomínio, além de celulares e munições. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 2,7 milhões.
A defesa de Jaqueline negou qualquer envolvimento com o crime organizado. Em nota, afirmou que ela se separou de “Carambola” há anos e que mantém atualmente “atividade empresarial lícita e regular”. Os advogados ainda destacaram que ela entregou voluntariamente celular e senhas às autoridades e garantem que vão comprovar que sua inclusão na investigação foi “um equívoco”.
PF mira o fluxo financeiro da facção
A ação faz parte do esforço da PF em desmantelar a estrutura financeira do PCC, considerada essencial para manter o funcionamento da facção dentro e fora dos presídios. O objetivo, segundo os investigadores, é sufocar economicamente a organização, cortando as fontes de lavagem e ocultação de valores ilícitos.