Documento com anotações de Flávio Bolsonaro revela estratégias do PL para 2026, com articulações estaduais, alianças e foco na ampliação da bancada no Senado. O partido busca montar palanques fortes para sustentar a candidatura presidencial.

Sede do Partido Liberal - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Sede do Partido Liberal - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um documento com anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro revela os bastidores da estratégia do Partido Liberal para as eleições de 2026. O material, revelado pelo Metrópoles, detalha as negociações em diversos estados, incluindo a montagem de chapas para governos estaduais e para o Senado.

As anotações, intituladas “situação nos estados”, foram feitas ao longo de reuniões com lideranças da sigla, como Valdemar Costa Neto, além de aliados políticos. O próprio Flávio confirmou a autoria do documento, mas ponderou que parte das observações reflete opiniões de interlocutores.

Rio de Janeiro como ponto de partida
No Rio de Janeiro, o documento já aponta uma composição praticamente definida. O PL fechou acordo com outras siglas e indicou Douglas Ruas como candidato ao governo, tendo Rogerio Lisboa como vice.

Para o Senado, a chapa deve contar com o governador Cláudio Castro e o prefeito Márcio Canella. A articulação incluiu abrir espaço para aliados do Centrão, deixando de fora nomes internos do partido.

São Paulo e a busca por alianças
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, as anotações mostram preocupação com a composição da chapa do governador Tarcísio de Freitas.

O nome de André do Prado aparece como possível vice, enquanto o atual ocupante do cargo, Felício Ramuth, é citado de forma crítica.

Para o Senado, o deputado Guilherme Derrite surge como principal nome, enquanto outras opções ainda estão em aberto dentro do partido.

Minas e Sul: cenários distintos
Em Minas Gerais, o cenário é de indefinição. O documento sugere que possíveis candidatos ligados ao atual governo estadual poderiam prejudicar o desempenho de Flávio. Nomes como Nikolas Ferreira são citados como peças-chave nas articulações.

Já no Rio Grande do Sul, o cenário aparece como mais avançado. O deputado Luciano Zucco é apontado como candidato ao governo, com uma possível composição ao Senado envolvendo Sanderson e Marcel van Hattem.

Disputa no Distrito Federal
No Distrito Federal, as anotações indicam um impasse. A estratégia do PL inclui lançar candidaturas próprias ao Senado, com nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

Ao mesmo tempo, há possibilidade de apoio à vice-governadora Celina Leão ao governo, mas a decisão depende do movimento do atual governador Ibaneis Rocha.

Nordeste no centro da estratégia
O documento mostra que o Nordeste é prioridade para fortalecer a candidatura presidencial de Flávio, especialmente diante da força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região.

Há articulações com lideranças locais, como Ciro Gomes no Ceará, além de negociações na Paraíba, Bahia e Pernambuco. Em alguns estados, o partido avalia alianças; em outros, busca lançar candidaturas próprias.

Expansão no Senado como prioridade
As anotações deixam claro que ampliar a bancada no Senado é uma das principais metas do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia inclui lançar múltiplos candidatos competitivos e formar alianças para garantir maior influência na Casa, considerada peça-chave para governabilidade.

Objetivo: palanques fortes nos estados
De acordo com o documento, o PL pretende lançar até 11 candidatos a governador. A avaliação interna é que palanques estaduais robustos são essenciais para dar sustentação a uma candidatura presidencial competitiva.

Flávio Bolsonaro afirmou que as anotações refletem discussões internas e negou que todas as opiniões registradas sejam suas, destacando o caráter coletivo das decisões partidárias.

Leia mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas