Vizinhos do casal em Boa Vista, relataram que a mãe presa por matar a filha de 2 meses e o companheiro foram expulsos do prédio devido a brigas constantes e violentas. As brigas eram recorrentes e uma vizinha ouviu o “choro de desespero” da bebê. A mãe, Renata, matou a filha Melinda por vingança após o término do relacionamento.
Mais um desdobramento da história da mãe que matou a própria filha de dois meses em Boa Vista, capital de Roraima, por vingança, na madrugada de segunda-feira (13). De acordo com relatos de vizinhos para o G1, o casal havia sido expulso do prédio por conta de brigas constantes e iria se mudar do local na data do crime.
“Eles brigavam de gritar, de puxar faca, as piores coisas. Todo mundo ouvia. Por isso, eles foram expulsos e iam entregar o apartamento no dia do acontecido”, contou uma das moradoras do prédio localizado no bairro Equatorial, na Zona Oeste de Boa Vista.
De acordo com relatos, as brigas entre o casal eram recorrentes. Os vizinhos serão ouvidos como testemunhas da morte do bebê de dois meses. Uma das vizinhas contou que ouviu um choro estranho na noite do crime.
“Não era choro de fome, era choro de dor mesmo. Um choro de desespero”, disse.

Relembre o caso
Uma mulher de 25 anos, identificada apenas como Renata, foi presa na madrugada de segunda-feira (13), suspeita de matar a própria filha de dois meses, em Boa Vista (RR), por vingança.
Segundo a Polícia Militar, a mãe teria assassinado a filha devido ao término do relacionamento com o ex-marido. Testemunhas relataram que Renata ameaçava tirar a vida da bebê caso o homem não voltasse para casa.
Horas depois, Renata foi vista em uma distribuidora acompanhada de outro homem. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela retornou ao apartamento e chamou socorro, quando a bebê, identificada como Melinda, já estava sem vida.
De acordo com a polícia, a bebê foi encontrada com sinais de asfixia e marcas de agressão no rosto. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exames de necropsia.
A suspeita foi levada pelo 2º Batalhão da Polícia Militar de Roraima à Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado.
