Uma dor abdominal que muita gente confunde com gases ou má digestão pode, na verdade, ser sinal de algo bem mais sério: a diverticulite. Estima-se que 60% das pessoas com mais de 60 anos tenham diverticulose e que de 10% a 25% delas poderão desenvolver diverticulite ao longo da vida. Mas para entender melhor o que é a condição que levou o apresentador Raul Gil a ser internado, é preciso compreender como funciona o nosso intestino.
Uma dor abdominal que muita gente confunde com gases ou má digestão pode, na verdade, ser sinal de algo bem mais sério: a diverticulite. Estima-se que 60% das pessoas com mais de 60 anos tenham diverticulose e que de 10% a 25% delas poderão desenvolver diverticulite ao longo da vida. Mas para entender melhor o que é a condição que levou o apresentador Raul Gil a ser internado, é preciso compreender como funciona o nosso intestino.
Os divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso, principalmente em áreas onde o tecido é mais frágil. Eles aparecem com mais frequência em pessoas acima dos 40 anos e, na maioria das vezes, não causam nenhum sintoma. O problema surge quando um ou mais desses divertículos inflamam ou ficam infectados, dando origem à diverticulite.
Segundo o Dr. Natan Chehter, clínico geral e geriatra membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, é justamente nesse estágio que surgem os sintomas mais incômodos, como dores abdominais intensas, febre, náusea e mudanças no funcionamento intestinal, incluindo episódios de diarreia ou prisão de ventre.
“A diverticulite, como um quadro que gera a inflamação do intestino, pode fazer o paciente ficar com bastante dor, inapetência, com menos vontade de beber líquido, o que na prática pode culminar em um quadro de desidratação”, adicionou.
Por se tratar de uma condição grave, a diverticulite deve ser avaliada com urgência em um pronto-socorro. Somente a partir de exames de imagem será possível confirmar o diagnóstico e definir a melhor conduta médica.
De acordo com o Dr. Chehter, o tratamento pode variar conforme a gravidade do caso. Em situações mais leves, costuma ser indicado o uso de antibióticos, enquanto em quadros graves pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. Nessas cirurgias, os médicos removem a porção do intestino afetada pelos divertículos inflamados, evitando complicações mais sérias.
Mas quais são as causa da diverticulite?
As causas exatas da diverticulite ainda não são totalmente esclarecidas, mas sabe-se que a condição surge quando ocorre inflamação ou infecção em um ou mais divertículos, geralmente localizados na porção final do cólon.
Alguns fatores contribuem para o surgimento da doença, como o acúmulo de pequenas partículas de fezes nos divertículos ou o aumento da pressão dentro do intestino, que favorece a inflamação.
Fatores aumentam o risco de diverticulite
Existem ainda diversos elementos que aumentam o risco de desenvolver diverticulite. Entre eles, destacam-se:
Idade: mais comum em pessoas acima de 40 anos
Predisposição genética: histórico familiar da doença
Dieta pobre em fibras: baixo consumo de frutas, verduras e grãos integrais
Prisão de ventre: evacuação irregular ou difícil
Obesidade: excesso de peso corporal
Sedentarismo: falta de atividade física regular
Consumo excessivo de álcool
Hábito de fumar
Uso de certos medicamentos
Embora fatores emocionais não sejam considerados causa direta da diverticulite, o estresse e a ansiedade podem intensificar os sintomas e desencadear crises em pessoas que já possuem a condição, piorando o quadro clínico.
Diverticulite é grave?
A diverticulite pode se tornar uma condição séria, especialmente quando há complicações como abscesso, perfuração ou obstrução do intestino, situações que oferecem risco à vida se não forem atendidas de forma rápida.
“Ter divertículos é algo comum em idosos, mas diverticulite não!
O Dr. Natan Chehter explica que para prevenir complicações, é importante manter uma alimentação rica em fibras, ingestão de água constante e, em alguns casos, utilizar medicação específica para manter o funcionamento do intestino em ordem, uma vez que a a diverticulite depende muito dos hábitos intestinais da pessoa.
Ele ressalta que a aparição de divertículos, em especial em pessoas da terceira idade, é comum, geralmente diagnosticado sem queixas e por exame de imagem. Contudo, quando há dores abdominais intensa é imprescindível que a pessoa procure ajuda médica.
