André Cruz e Gustavo de Queiroz foram condenados a 27 anos e dois meses de prisão pela morte do professor Wellington Fernando Aparecido Mariano. O crime ocorreu em novembro de 2023, em frente a uma boate em Campinas, no interior de São Paulo, após uma confusão envolvendo a dupla e o cantor MC Daniel, que era a atração da noite.
André Cruz e Gustavo de Queiroz foram condenados a 27 anos e dois meses de prisão pela morte do professor Wellington Fernando Aparecido Mariano. O crime ocorreu em novembro de 2023, em frente a uma boate em Campinas, no interior de São Paulo, após uma confusão envolvendo a dupla e o cantor MC Daniel, que era a atração da noite.
Segundo a investigação, os dois foram expulsos da balada após um atrito com o funkeiro. Ao deixarem o estabelecimento, a dupla efetuou disparos que tiraram a vida do professor, que não tinha qualquer relação com o episódio que motivou o crime.
Duas jovens que também estavam na porta da boate foram baleadas, mas sobreviveram. As vítimas, de acordo com os autos, não tinham ligação com a confusão.
O julgamento pelo júri popular começou às 9h desta terça-feira (25), na 1ª Vara do Júri de Campinas. A sentença foi proferida na madrugada desta quarta (26), após horas de debates.
Por maioria, os jurados acolheram a tese de acusação do Ministério Público do Estado de São Paulo e condenaram a dupla pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, ambos também foram condenados por tentativa de homicídio contra as duas jovens baleadas.
O advogado José Pedro Said Júnior, que representa Gustavo, que já estava preso, informou que irá recorrer da sentença. A defesa questiona a decisão e afirma que “foi manifestamente contrária às provas dos autos”. O jovem foi apontado como o autor dos disparos.
Já o advogado de André Cruz também confirmou que entrará com recurso. Com a condenação, o réu teve a prisão decretada e seguirá inicialmente em regime fechado. Ele foi responsável por emprestar a arma a Gustavo e comandar a fuga dos criminosos.
