O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) repercutiu o anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a revogação de vistos de entrada de funcionários brasileiros que atuaram no programa Mais Médicos. Segundo ele, a medida “reforça o compromisso da administração Donald Trump em conter e punir regimes autoritários”.

Deputado licenciado Eduardo Bolsonaro - Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Deputado licenciado Eduardo Bolsonaro - Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A notícia de que o governo dos Estados Unidos revogou os vistos de entrada de funcionários brasileiros ligados ao programa Mais Médicos tem gerado grande repercussão política. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi um dos que comentou o anúncio, interpretando a medida como um recado da administração Donald Trump contra “regimes autoritários”.

As sanções americanas atingem diretamente Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, além de membros da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O senador americano Marco Rubio afirmou que essas punições são uma resposta à participação no que ele classificou como um “esquema de trabalho forçado do regime cubano”.

O Departamento de Estado dos EUA, em nota oficial, definiu o Mais Médicos como uma “fraude diplomática” e criticou a exploração de médicos cubanos. A nota destaca que o programa violou a Constituição brasileira e serviu para enriquecer o regime de Cuba, ao mesmo tempo em que privou o povo cubano de cuidados médicos essenciais.

“Hoje, o Departamento de Estado tomou medidas para revogar vistos e impor restrições a vários funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Opas e seus familiares por sua cumplicidade no esquema de exportação de mão de obra do regime cubano. Estes funcionários foram responsáveis ou estiveram envolvidos em um esquema coercivo que explora trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho forçado. Esse esquema enriquece o regime cubano corrupto e priva o povo de Cuba de cuidados médicos essenciais”, disse a nota.

Em publicação no X (antigo Twitter), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao comentar a decisão americana.

“A medida é também um recado inequívoco: nem ministros, nem burocratas dos escalões inferiores, nem seus familiares estão imunes. Mais cedo ou mais tarde, todos os que contribuírem para sustentar esses regimes responderão pelo que fizeram — e não haverá lugar para se esconder”, afirmou Eduardo Bolsonaro.

Essa não é a primeira vez que políticos brasileiros são alvo de medidas similares. Recentemente, ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, foram alvo de sanções financeiras aplicadas via Lei Magnitsky, reforçando a tensão diplomática e política entre os países.

 

 

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