As eleições presidenciais de 2026 já começam a movimentar os bastidores políticos, principalmente em relação à definição do candidato da direita. Fora da disputa por estar inelegível após condenação por abuso de poder político, Jair Bolsonaro não poderá concorrer, abrindo espaço para novos nomes.

Eduardo Bolsonaro, Donald Trump, política, diplomacia, Jair Bolsonaro (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Eduardo Bolsonaro, Donald Trump, política, diplomacia, Jair Bolsonaro (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Em entrevista exclusiva ao SBT, nesta sexta-feira (3), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confirmou que pretende disputar a Presidência da República em 2026 caso Jair não consiga concorrer.

Ele confirmou ainda que levará a candidatura até o fim, mesmo que o partido  e o pai decidam por outro nome. Se for necessário, poderá migrar para outra legenda  a fim de viabilizar a candidatura.

“Eu acredito que estou maduro o suficiente. A única coisa que me fará não sair candidato é a candidatura do presidente Jair Bolsonaro. Mas, na impossibilidade disso ocorrer, eu apresento meu nome”

O parlamentar também enviou um recado ao governo: “Eu adianto aos nossos opositores que, caso eles forcem Jair Bolsonaro, que hoje em dia está na posição de refém, a tomar uma decisão que obviamente não será uma decisão livre, eu ainda assim permanecerei disposto a lançar minha candidatura.”

Eduardo afirma que chegou a um momento de maior maturidade política e que se considera preparado para assumir o comando do país. Entre as estratégias já definidas, ele adiantou que pretende realizar uma campanha a distância dos Estados Unidos, onde vive hoje.

O parlamentar negou que sua atuação no exterior tenha sido alvo de críticas da própria família ou de aliados próximos. Segundo ele, há uma boa relação com a Casa Branca e o trabalho internacional não compromete seu projeto político.

Questionado sobre as acusações de que teria pressionado autoridades para interferir no processo contra Jair Bolsonaro feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo refutou a versão e reforçou que atua em favor de uma anistia completa e irrestrita ao pai e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ele ainda rejeitou a versão de que teria sido procurado pelo relator do PL da Dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), para tratar de possíveis ajustes no texto.

“A única possibilidade de nós realmente pacificarmos o país é uma anistia baseada nos fatos, tendo como marco inicial 2019. Qualquer jeitinho brasileiro, qualquer gambiarra sobre isso daí não terá o condão de reduzir a temperatura que vem do exterior”, declarou.

O parlamentar acrescentou ainda que a ausência de anistia pode gerar consequências internacionais. “Cada vez mais, instituições aconselhando a retirar o seu dinheiro do Brasil vai, provavelmente, continuar. Falo provavelmente porque eu não sou o dono da caneta, mas consigo enxergar que continuará uma pressão vinda dos Estados Unidos e dando sequência a sanções a outros atores do entorno de Moraes. Talvez outros ministros da Suprema Corte, talvez delegados da Polícia Federal”, afirmou.

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