O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de atuar contra os interesses do Brasil nos Estados Unidos, usando dinheiro público. A crítica surgiu após Eduardo se reunir com um secretário do Tesouro norte-americano no mesmo dia em que o ministro Fernando Haddad teve uma reunião cancelada. Lindbergh classificou a situação como “traição à Pátria” e destacou que Eduardo segue recebendo salário e verba de gabinete mesmo morando no exterior.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou, na noite desta sexta-feira (15), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de atuar contra os interesses do Brasil em território americano com o uso de dinheiro público. A crítica foi feita após a notícia de que Eduardo se reuniu com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve uma reunião cancelada.
A crítica de Lindbergh e a atuação no exterior
Em sua conta no X (antigo Twitter), Lindbergh Farias afirmou que a situação “não é coincidência”, mas sim a atuação de uma “rede internacional da ultradireita operando para prejudicar nosso país e beneficiar interesses estrangeiros”. O parlamentar destacou o caráter “anômalo” da situação, já que Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro, mas segue exercendo o mandato e recebendo recursos públicos.
Salário e verba de gabinete
Para sustentar a acusação, Lindbergh anexou prints que mostram que Eduardo voltou a receber salário da Câmara, no valor de R$ 17.000,93. O pagamento foi retomado em julho, após o fim de sua licença parlamentar. Além disso, o deputado bolsonarista manteve o recebimento da verba de gabinete, no montante de R$ 133.170,54 mensais em 2025.
Segundo o líder petista, a situação configura uma “traição à Pátria com patrocínio oficial do povo brasileiro”. Lindbergh criticou que os ataques à soberania nacional estejam sendo financiados não apenas por recursos públicos, mas também por doações arrecadadas por Jair Bolsonaro via Pix, e defendeu a cassação do deputado.
O ministro Fernando Haddad afirmou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA foi cancelada por influência da extrema-direita. E, no mesmo dia, o mesmo secretário recebeu Eduardo Bolsonaro, deputado federal em exercício que, de forma anômala, vive no exterior atuando… https://t.co/9zsOhyLfWz pic.twitter.com/mEPqmoxFfs
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) August 16, 2025
