Em meio a tensões com os EUA, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou o início das celebrações de Natal para 1º de outubro, pelo segundo ano consecutivo. Maduro justificou a medida como uma forma de dar ‘direito à felicidade’ à população e impulsionar a economia. A Igreja Católica do país já condenou a medida.
O Natal já começou na Venezuela. Isso porque, nesta quarta-feira (1º), por meio de um decreto, o presidente Nicolás Maduro ordenou que as comemorações natalinas se iniciem ainda agora em outubro. Na visão do governante, é uma medida para dar ‘direito à felicidade’ à população em meio às tensões envolvendo os Estados Unidos.
“Vamos começar o Natal na Venezuela novamente este ano. Mais uma vez, o Natal começa em 1º de outubro. Com alegria, comércio, atividade, cultura, vilancicos (poemas de Natal), gaita, hallaca (prato típico venezuelano). É a forma de defender a felicidade. O direito à felicidade”, afirmou Maduro, na TV estatal venezuelana.
Além de dar ‘direito à felicidade’ à população, o governo venezuelano entende que esse cenário pode ser positivo para a economia do país, para o comércio e também para questões culturais.
Condenado
Este é o segundo ano consecutivo que Maduro adota essa medida na Venezuela. No ano passado, ele antecipou o Natal em gratidão ao povo venezuelano por ter sido reeleito. Com isso, principalmente na capital Caracas, as ruas, monumentos e praças são decoradas.
No ano passado, porém, durante a Conferência Episcopal de Venezuela (CEV), que reúne bispos do país, a Igreja Católica condenou a medida de Maduro por entender que o Natal é uma celebração de caráter universal.