O ministro da Saúde, Alexandre Padilha
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Em mais uma escalada das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil, a esposa e a filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiveram seus vistos cancelados pelos EUA. O cancelamento ocorreu após uma série de medidas e críticas ao programa ‘Mais Médicos’, implantado em 2013, ano em que Padilha também era o gestor da pasta.

Apesar do cancelamento dos vistos da filha de 10 anos e da esposa, o ministro não teve o seu visto cancelado em meio às sanções, já que o visto de Padilha estava vencido desde o ano passado. De acordo com as informações, o cancelamento dos documentos ocorreu por meio de e-mail endereçado à família.

No comunicado, o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo apontou como justificativa para o cancelamento a seção 221(i) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA) dos EUA, que define que ‘confere ao Secretário e aos oficiais consulares a autoridade para revogar vistos a seu critério’.

Críticas ao ‘Mais Médicos’

Nessa quinta-feira (14), a embaixada dos Estados Unidos no Brasil já havia feito uma publicação contrária ao programa ‘Mais Médicos’ adotado pelo Governo Federal. Em mensagem publicada em redes sociais, a embaixada norte-americana apontou o programa como um golpe diplomático e acusou a exploração de mão-de-obra cubana no país.

“O programa Mais Médicos do Brasil foi um golpe diplomático que explorou médicos cubanos, enriqueceu o regime cubano corrupto e foi acobertado por autoridades brasileiras e ex-funcionários da OPAS. Não restam dúvidas: os EUA continuarão responsabilizando todos os indivíduos ligados a esse esquema coercitivo de exportação de mão de obra”, diz a nota.

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