A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira, 18, Cosme Rogério Ferreira Dias, o “Mentor de Barricadas“, chefe do braço financeiro do Comando Vermelho (CV). A prisão ocorreu em sua residência, um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, e integra a nova fase da Operação Contenção. O objetivo da ação é impedir a expansão territorial da facção e atingir sua capacidade de financiar as barreiras criminosas.

Mentor de Barricadas é preso no RJ || Reprodução: Redes Sociais
Mentor de Barricadas é preso no RJ || Reprodução: Redes Sociais

As Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro deflagraram uma nova fase da Operação Contenção, mirando o núcleo financeiro da facção Comando Vermelho. O principal objetivo da ação é desmantelar a estrutura que financia as barreiras utilizadas pela organização criminosa, além de prender o indivíduo apontado como o “Mentor de Barricadas“.

A operação, que contou com a participação de unidades especializadas como DRF (Delegacia de Roubos e Furtos), Core, Bope e diversas unidades do DGPE (Departamento Geral de Polícia Especializada), cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão.

O foco da etapa atual é descapitalizar a facção: a Justiça determinou o bloqueio de R$ 217 milhões, o sequestro de bens como imóveis e veículos de luxo, e a interdição de oito estabelecimentos de ferro-velho em três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Prisão

A Polícia Civil efetuou a prisão de Cosme Rogério Ferreira Dias, conhecido como “Mentor de Barricadas“, na manhã desta terça-feira(18). Considerado o chefe do braço financeiro da organização, Cosme Ferreira Dias foi localizado e preso em sua residência, um condomínio de luxo situado no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo informações, além dele, outras 14 pessoas também foram detidas.

Investigações

As investigações revelaram que uma parcela significativa dos recursos utilizados para erguer e manter as barricadas vinha da receptação e venda de cobre furtado. Essas operações ilegais movimentaram mais de R$ 217 milhões, indicando a escala do esquema de lavagem de dinheiro.

Os ferros-velhos atuavam como núcleos de lavagem e pontos de apoio ao tráfico. O dinheiro ilícito era usado para financiar a vigilância armada em áreas dominadas, manter pontos de venda de entorpecentes e garantir a reconstrução constante das barricadas, que são utilizadas para impedir a entrada das forças de segurança.

O principal alvo da operação é um homem que se apresentava como empresário do ramo de reciclagem, mas que na verdade liderava o braço financeiro da facção, ligando diretamente os ferros-velhos ao tráfico de drogas e fornecendo materiais essenciais para as estruturas criminosas.

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