O empresário Rafael Renard Gineste, alvo da megaoperação “Carbono Oculto” contra o PCC, foi preso em Bombinhas, Santa Catarina, após tentar fugir de lancha. A prisão, registrada em vídeo, é parte de uma ação que investiga um esquema bilionário de sonegação de impostos e uso de fundos de investimento para ocultar patrimônio da facção.

Empresário ligado ao PCC é preso em fuga de lancha em Santa Catarina

O empresário Rafael Renard Gineste, um dos alvos da megaoperação “Carbono Oculto” contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso após uma tentativa de fuga de lancha em Bombinhas, no litoral de Santa Catarina. A ação, divulgada em vídeo pelo Fantástico, mostra o momento em que agentes da Polícia Federal o rendem. “Joga fora o celular. Polícia Federal!“, grita um dos agentes na gravação.

A prisão e os outros investigados

A prisão de Rafael Gineste, que é sócio de uma holding de investimentos, ocorreu em Bombinhas depois que ele não foi localizado em seu condomínio de luxo em Curitiba, no Paraná. Uma mulher também foi detida com ele no local.

Além de Rafael, outros nomes foram presos durante a operação, incluindo o ex-policial civil João Chaves Melchior e os empresários Ítalo Belon Neto, Rafael Bronzatti Belon, Gerson Lemes e Thiago Augusto de Carvalho Ramos.

Oito outros suspeitos, considerados foragidos, foram incluídos na difusão vermelha da Interpol. Entre eles estão Mohamad Hussein Mourad, apontado como o “epicentro” do esquema, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco“, tido como “colíder”. Os foragidos também incluem membros de uma mesma família e empresários dos setores de combustível, varejo e agricultura.

Detalhes da operação Carbono Oculto

Considerada a maior da história contra o crime organizado no país, a operação “Carbono Oculto” envolveu uma força-tarefa de 1.400 agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos 200 mandados de busca e apreensão em dez estados.

A investigação aponta um esquema bilionário de sonegação de impostos no setor de combustíveis, comandado pelo PCC. As empresas envolvidas teriam movimentado cerca de R$ 52 bilhões para a facção. A sonegação de impostos, segundo a Receita Federal, pode chegar a R$ 7,6 bilhões. O esquema utilizava fundos de investimentos para ocultar o patrimônio ilícito, com transações de compra e venda de imóveis e títulos entre as empresas do mesmo grupo criminoso.

As autoridades também identificaram 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. As operações financeiras aconteciam no mercado de São Paulo, por meio de membros infiltrados na Avenida Faria Lima, conhecida por ser um centro financeiro.

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