A enfermeira Camila Lisboa, de 34 anos, mãe de três filhos, foi encontrada morta na varanda de sua casa em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo. O caso está sob investigação da Polícia Civil, enquanto a família aponta o companheiro da vítima como principal suspeito.
A enfermeira Camila Lisboa, de 34 anos, mãe de três filhos, foi encontrada morta na varanda de sua casa em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo. O caso está sob investigação da Polícia Civil, enquanto a família aponta o companheiro da vítima como principal suspeito.
De acordo com o relato de familiares, a vítima havia comemorado, horas antes, a conquista da casa própria ao lado do companheiro, com quem vivia havia pouco mais de seis meses. Na manhã seguinte, a diarista encontrou a enfermeira sem vida na varanda do imóvel.
O corpo apresentava marcas de hematomas, o cabelo estava bagunçado e havia objetos espalhados pela área, como travesseiros. As unhas da vítima também estavam parcialmente arrancadas, o que reforça a hipótese de luta.
Pouco antes de morrer, Camila enviou mensagens de áudio a um amigo pedindo ajuda. Ela relatava estar “em pé de guerra” com o companheiro, o chamou de “drogado” e pediu, em tom de desespero, que o amigo acionasse a Polícia Militar. Depois desses áudios, ela não respondeu mais.

Enfermeira é encontrada morta e em última mensagem deixa recado macabro (Foto: Reprodução/SBT)
Suspeito fugiu e não prestou depoimento
O companheiro de Camila desapareceu logo após o ocorrido, levando todos os seus pertences. Embora tenha sido intimado pela Polícia Civil, ele nunca compareceu para prestar depoimento.
O suspeito era “velho conhecido da polícia”, com histórico de agressões contra ex-companheiras, inclusive com medidas protetivas e boletins de ocorrência registrados.
Descrito como reservado e desempregado, instalador de cabos de fibra óptica, ele teria se desentendido com Camila devido ao estilo de vida da enfermeira, descrita como batalhadora e muito dedicada ao trabalho.
IML aponta causa indeterminada
Apesar dos indícios de violência relatados pela família, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou causa de morte indeterminada, sem identificar lesões internas ou sinais conclusivos que expliquem o óbito.
A família, no entanto, contesta o laudo e afirma ter “100% de certeza” de que Camila foi assassinada pelo companheiro. “Ele destruiu uma vida e uma família inteira”, disse um familiar.
Luto, saudade e pedido de justiça
Camila é lembrada como uma mulher alegre, guerreira e sonhadora, que conquistou tudo com esforço próprio e estava realizando o sonho da casa própria quando teve a vida interrompida.
A família cobra justiça e espera que o suspeito seja localizado e preso. “É o mínimo que a gente precisa e merece”, afirmou um parente em entrevista ao programa Alô Você.
