Uma condição rara e pouco conhecida tem intrigado médicos ao redor do mundo: pessoas que apresentam sinais de embriaguez mesmo sem ingerir álcool. O fenômeno, embora incomum, pode causar impactos sérios na vida dos pacientes.

Foto: Divulgação.
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Uma condição rara e pouco conhecida tem intrigado médicos ao redor do mundo: pessoas que apresentam sinais de embriaguez mesmo sem ingerir álcool. O fenômeno, embora incomum, pode causar impactos sérios na vida dos pacientes.

Síndrome pode fazer pessoa parecer alcoolizada sem beber. Foto: Reprodução /  Octavio Jones.

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O que é a síndrome

O quadro é conhecido como síndrome da autofermentação. Nessa condição, microrganismos presentes no intestino passam a produzir etanol em excesso durante a digestão.

Com isso, o organismo pode atingir níveis de álcool semelhantes aos de quem ingeriu bebida alcoólica.

Leia também: Como cuidar da saúde intestinal

Sintomas confundem diagnóstico

Os sintomas variam e podem incluir confusão mental, fala arrastada, alterações de humor e dificuldade de coordenação.

Por isso, muitos pacientes são inicialmente diagnosticados com problemas psicológicos ou até acusados de consumo de álcool.

O diagnóstico costuma ser difícil e pode levar anos.

O que causa a condição

Especialistas apontam que o problema pode estar ligado ao desequilíbrio da microbiota intestinal.

Foto sugerida: ilustração do intestino
Legenda: Desequilíbrio intestinal pode aumentar produção de álcool no corpo. Foto: Reprodução

O crescimento excessivo de bactérias ou fungos capazes de produzir álcool é um dos principais fatores associados.

Em alguns casos, o uso de antibióticos pode estar relacionado ao início dos sintomas.

Foto sugerida: ilustração do intestino
Legenda: Desequilíbrio intestinal pode aumentar produção de álcool no corpo. Foto: Reprodução

Tratamento e impactos

O tratamento pode incluir mudanças na alimentação, com redução de açúcar e carboidratos, além do uso de medicamentos.

Apesar de controlável, a síndrome pode trazer consequências graves, como problemas legais e sociais, especialmente quando não é diagnosticada corretamente.

Especialistas reforçam a importância de reconhecer a condição para evitar diagnósticos equivocados.

 

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