A influenciadora Virginia Fonseca surpreendeu os fãs nesta semana ao revelar que sua filha mais velha, Maria Alice, de apenas 4 anos, foi diagnosticada com enxaqueca, condição neurológica hereditária, marcada por fortes dores de cabeça e que não tem cura. Como parte do tratamento, a criança precisará fazer mudanças na alimentação, incluindo a suspensão do consumo de chocolate escuro.
A influenciadora Virginia Fonseca surpreendeu os fãs nesta semana ao revelar que sua filha mais velha, Maria Alice, de apenas 4 anos, foi diagnosticada com enxaqueca, condição neurológica hereditária, marcada por fortes dores de cabeça e que não tem cura. Como parte do tratamento, a criança precisará fazer mudanças na alimentação, incluindo a suspensão do consumo de chocolate escuro.
De acordo com a neurologista Thais Villa, responsável pelo acompanhamento da menina, a recomendação médica é substituir o chocolate tradicional pelo chocolate branco, que não possui substâncias estimulantes associadas às crises de enxaqueca.
Por que Maria Alice deve evitar chocolate escuro?
Segundo a especialista, chocolates escuros são produzidos a partir do cacau, que contém cafeína e teobromina — compostos estimulantes que aumentam a atividade cerebral. Em pessoas com enxaqueca, cujo cérebro já apresenta um estado de hiperexcitabilidade, esses estímulos podem desencadear crises.
“Por ser um alimento estimulante, o chocolate escuro pode atuar como gatilho para as crises de enxaqueca e também contribuir para a cronificação da doença, aumentando a frequência, a intensidade e a duração das dores. Diferentemente do chocolate branco, que não contém essas substâncias”, explicou Thais Villa em entrevista à revista Caras.
Condição pode ser hereditária
A médica também destacou que a enxaqueca possui forte componente genético e exige acompanhamento especializado. Virginia Fonseca já revelou publicamente que convive com a doença e realiza tratamento contínuo, incluindo aplicação de botox para controle das crises.
“Se um dos pais sofre de enxaqueca, o filho tem cerca de 50% de chance de desenvolver a condição. O acesso à informação correta e ao tratamento adequado é fundamental para controlar os sintomas desde cedo, evitando gatilhos e preservando a qualidade de vida”, afirmou a neurologista.
Doença afeta milhões de pessoas
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com enxaqueca. No Brasil, estima-se que cerca de 30 milhões de pessoas sofram com a condição, que pode causar dores intensas, sensibilidade à luz, náuseas e impacto significativo na rotina.
O que é enxaqueca?
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por dor de cabeça latejante, que pode ser moderada ou intensa, geralmente acompanhada de outros sintomas.
Ela pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente em adolescentes e jovens, sobretudo em mulheres.
O tratamento é feito por um neurologista e costuma incluir medicamentos para aliviar as crises, além de medidas preventivas e mudanças no estilo de vida.
Principais sintomas da enxaqueca
Dor de cabeça pulsante, geralmente em um lado da cabeça
Náuseas ou vômitos
Sensibilidade à luz, sons e cheiros
Tontura ou visão embaçada
Dor que piora com movimento ou esforço físico
Em alguns casos, também podem ocorrer sintomas de aura, como pontos brilhantes, linhas em zigue-zague ou visão turva antes da dor.