Um dos envolvidos na operação do salto de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelou em depoimento à Polícia Civil detalhes sobre a divisão de funções da equipe no momento da tragédia ocorrida na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
Um dos envolvidos na operação do salto de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelou em depoimento à Polícia Civil detalhes sobre a divisão de funções da equipe no momento da tragédia. A jovem morreu no sábado (13), na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após salto de rope jump em Limeira. Foto: Reprodução.
Maria Eduarda foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada à corda de segurança que deveria interromper a queda. Segundo o investigado, ele não era o responsável por prender a corda ou realizar a checagem final dos equipamentos antes do salto.
“Eu só fui chamado para ajudar”
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que trabalhava com atividades em altura desde 2022 e que aquela era apenas sua segunda experiência na Ponte do Esqueleto.
Ele explicou que, naquele momento, estava realizando a preparação de outros participantes quando foi chamado para auxiliar no posicionamento da jovem antes do salto.
“Eu só fui chamado para ajudar a levantar”, declarou.
Segundo o relato, sua função era apenas ajudar a erguer a participante para a execução da modalidade conhecida como “aviãozinho”.
Questionado sobre a ausência do equipamento de segurança, o investigado afirmou que a colocação da corda e a checagem dos sistemas já deveriam estar concluídas quando ele era chamado para participar da etapa final do procedimento.
“Quando eu sou chamado, já está tudo ok”, disse.
Ele afirmou ainda que não tinha autoridade ou responsabilidade sobre a conferência dos equipamentos.
De acordo com o depoimento, a instalação da corda fazia parte de uma etapa anterior ao momento em que ele passou a atuar.
Suspeito diz que não percebeu falha
O investigado afirmou que não notou a ausência da corda de segurança e que também não ouviu qualquer alerta antes do salto.
Em determinado momento do depoimento, ele declarou que, se tivesse percebido algo errado, teria tentado impedir a atividade.
“Qualquer pessoa que tivesse escutado já seria intervindo”, afirmou.
Segundo o relato, o grupo só percebeu a gravidade da situação após ouvir gritos vindos da parte inferior da ponte.
“Aí, todo mundo ficou desesperado”, disse.
Ele contou que desceu até a área onde ocorreu o impacto e negou qualquer tentativa de fuga após o acidente.
O suspeito afirmou que os integrantes da equipe permaneceram no local até a chegada das autoridades.
“Foi uma fatalidade”
Ao comentar o acidente, o investigado classificou a morte de Maria Eduarda como uma fatalidade.
“Eu só acho que foi realmente uma fatalidade que aconteceu. Ninguém sai de casa para acontecer um negócio desse”, declarou.
Ele também afirmou que nunca havia presenciado outro incidente semelhante durante a prática da atividade.
Mistério sobre câmera segue sem resposta
Outro ponto abordado durante o depoimento foi o desaparecimento de uma câmera GoPro utilizada durante o salto.
Leia também:
Questionado sobre o paradeiro do equipamento, o suspeito afirmou que não sabe onde ele está. Segundo ele, a câmera pertencia ao grupo responsável pelos saltos e não à vítima.
Investigação continua
A Polícia Civil tenta esclarecer quem era o responsável direto pela instalação da corda e pela conferência final dos equipamentos antes da liberação do salto.
Os três investigados tiveram as prisões convertidas em preventivas. A Justiça apontou indícios de negligência grave e entendeu, em análise preliminar, que a conduta pode se enquadrar como homicídio doloso na modalidade de dolo eventual.
Além da apuração sobre a falha que provocou a morte da jovem, as autoridades investigam a regularidade da atividade realizada na Ponte do Esqueleto, local onde o salto aconteceu.
Leia mais no Bacci Notícias: