A esposa de Pablo Portella Ilwoski, único sobrevivente da queda de um avião de pequeno porte em Marília (SP), informou que ele está consciente, conversando e respirando sem dificuldades. O acidente matou os pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz e Henrique Guariente Filho. As causas da queda serão investigadas pelo Cenipa.
Natiele Ilucenski Ilowski, esposa de Pablo Portella Ilwoski, único sobrevivente da queda de um avião de pequeno porte em Marília, no interior de São Paulo, publicou uma mensagem nas redes sociais informando que o marido está se recuperando bem após o acidente ocorrido na quarta-feira (10).

A vítima socorrida é Pablo Portella Ilwoski, de 28 anos — Foto: Redes Sociais/Reprodução
Segundo ela, Pablo permanece internado no Hospital das Clínicas (HC) de Marília, mas apresenta quadro estável.
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“Gente, tem bastante mensagem e às vezes eu esqueço de responder. Pablo está bem, conversando e respirando sem dificuldade. Logo estará em casa”, escreveu Natiele.
Resgate foi feito por funcionários da AABB
Pablo foi retirado da aeronave por funcionários da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), local onde o avião caiu. A aeronave atingiu um campo do clube, próximo à pista do aeroporto de Marília, e pegou fogo após o impacto.
Além de Pablo, outras duas pessoas estavam a bordo. Ambas morreram no acidente.
As vítimas foram identificadas como Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, e Henrique Guariente Filho, de 47 anos. Os dois eram pilotos, mas Gabriel era quem comandava a aeronave no momento da queda.
Funcionários relataram momentos de desespero
Funcionários da AABB que presenciaram o acidente contaram que correram para o local logo após ouvirem uma explosão.
Ademir Durelo, auxiliar-geral do clube, relatou que encontrou Pablo ainda preso pelo cinto de segurança dentro da aeronave.
“Eu estava almoçando quando a gente escutou uma explosão. Quando cheguei ao local, o fogo já estava pegando. Avistei um rapaz, esse que a gente conseguiu tirar de dentro do avião. Daí conseguimos cortar o cinto e puxar ele lá de dentro. Arrastamos ele para fora, e havia mais dois na parte da frente”, contou.
Outro funcionário, Mauro Alves Ferreira, também auxiliar-geral da AABB, afirmou que uma das vítimas ainda pedia socorro, mas estava presa às ferragens enquanto o fogo se espalhava.
“Um deles ainda pedia ajuda, mas parecia estar preso, enquanto o fogo avançava. Tentamos pensar em alguma forma de ajudar, mas não foi possível”, disse.
Queda ocorreu após decolagem
De acordo com a Defesa Civil de Marília e a concessionária Rede Voa, responsável pela administração do aeroporto da cidade, a aeronave decolou por volta das 11h13 e retornava ao mesmo aeródromo quando caiu.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para combater o incêndio e realizar o resgate das vítimas.
Os corpos de Gabriel Maloni e Henrique Guariente foram encontrados carbonizados.
Aeronave pertencia a empresa do setor alimentício
O avião envolvido no acidente era um bimotor modelo Beech Aircraft 58, de prefixo PT-MDB, fabricado em 1985. Segundo registros oficiais, a aeronave estava com a situação de aeronavegabilidade regular.
O avião pertence ao Grupo Ponzan Alimentos, empresa especializada na fabricação de temperos, molhos, farináceos e conservas.
Gabriel Maloni, uma das vítimas fatais, era piloto da equipe da companhia.
Em nota oficial, o Grupo Ponzan Alimentos lamentou a morte do funcionário e confirmou que a aeronave envolvida no acidente pertence à empresa.
Causas serão investigadas
As circunstâncias que provocaram a queda ainda são desconhecidas.
A investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável por apurar acidentes aeronáuticos no Brasil.
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