Um estudo da Universidade Virginia Tech indica que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode alterar o comportamento alimentar de adolescentes tardios, aumentando o risco de comer em excesso. A pesquisa acompanhou jovens de 18 a 25 anos e mostrou que os mais novos reagiram de forma diferente após duas semanas ingerindo esse tipo de alimento.

Alimentos ultraprocessados podem estimular o consumo excessivo em adolescentes, mesmo quando não há sensação de fome. Foto: Freepik.
Alimentos ultraprocessados podem estimular o consumo excessivo em adolescentes, mesmo quando não há sensação de fome. Foto: Freepik.

Um estudo da Universidade Virginia Tech indica que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode alterar o comportamento alimentar de adolescentes tardios, aumentando o risco de comer em excesso. A pesquisa acompanhou jovens de 18 a 25 anos e mostrou que os mais novos reagiram de forma diferente após duas semanas ingerindo esse tipo de alimento.

Durante o experimento, os participantes seguiram duas dietas controladas por 14 dias cada: uma baseada majoritariamente em ultraprocessados e outra composta apenas por alimentos minimamente processados. As dietas tinham o mesmo valor calórico e composição nutricional semelhante, com o objetivo de isolar o impacto do grau de processamento.

Ao final de cada etapa, os voluntários participaram de um café da manhã em formato de buffet, no qual podiam comer livremente. Entre os jovens de 18 a 21 anos, houve aumento significativo na ingestão de calorias após o período com ultraprocessados. Além disso, esse grupo demonstrou maior tendência a beliscar alimentos mesmo depois de relatar saciedade.

Já entre os participantes de 22 a 25 anos, esse comportamento não se repetiu. Segundo os pesquisadores, a diferença pode estar ligada ao desenvolvimento do cérebro, já que, na adolescência, áreas associadas à recompensa amadurecem antes das regiões responsáveis pelo autocontrole.

Os autores alertam que comer sem fome nessa fase da vida é um fator associado ao ganho de peso no futuro. Por isso, o estudo reforça a importância de reduzir a exposição a ultraprocessados e incentivar escolhas alimentares mais naturais, especialmente entre adolescentes e jovens adultos em fase de formação de hábitos.

 

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