Um dos envolvidos no estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, pode ter fugido para a Bahia após o caso vir à tona. O caso aconteceu no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, e teria ocorrido no dia 21 de abril.
Um dos envolvidos no estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, pode ter fugido para a Bahia após o caso vir à tona. O caso aconteceu no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, e teria ocorrido no dia 21 de abril.

Menina de 15 anos aceita carona e acaba estuprada por amigo da família (Foto: Reprodução)
A denúncia ganhou repercussão nas redes sociais após ser divulgada pela influenciadora Vick Lemos.
De acordo com a Polícia Civil, cinco pessoas estão envolvidas no crime, sendo quatro adolescentes e um adulto. Este último é apontado como o suspeito que teria fugido para outro estado.
As autoridades seguem em diligências para localizar o foragido e esclarecer completamente o caso.
Adolescente foi detido no interior
Um dos suspeitos já foi apreendido no município de Jundiaí, no interior paulista. Ele foi localizado no Centro POP, unidade de atendimento à população em situação de rua, onde estava acompanhado da mãe.
Após ser identificado, o jovem foi conduzido por um delegado até a autoridade policial.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, as vítimas são dois meninos. Pelo menos cinco pessoas são apontadas como suspeitas, sendo um adulto e quatro adolescentes.
Um dos pontos que mais chocam no caso é a informação de que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. Vídeos e áudios atribuídos ao crime passaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção pública. O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos mas optou por não divulgá-las devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
As duas crianças recebem acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra está sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Denúncia foi feita dias depois por medo
Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a denúncia só foi formalizada três dias após o ocorrido. O atraso teria sido causado pelo medo das famílias em procurar as autoridades.
As crianças e seus familiares estão sob proteção e recebem acompanhamento do Conselho Tutelar, além de suporte necessário.
“Esse caso é revoltante, choca, e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos”, declarou.
Investigação segue sob sigilo
A Secretaria de Segurança Pública informou que os envolvidos já foram identificados e que as diligências continuam para localizar os suspeitos e esclarecer completamente o caso.
A investigação está a cargo do 63º Distrito Policial e corre sob segredo de Justiça.
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