Os Estados Unidos divulgaram um plano para encerrar a guerra em Gaza, com cessar-fogo imediato, troca de reféns, reconstrução humanitária e supervisão de um “Conselho da Paz” presidido por Donald Trump. O Hamas teria anistia caso entregue armas, e a Autoridade Palestina assumiria o governo após reformas, abrindo caminho para a criação de um Estado palestino.
Os Estados Unidos divulgaram nesta segunda-feira (29) uma proposta para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza. O plano sugere a criação de um “Conselho da Paz”, presidido por Donald Trump, prevê anistia a membros do Hamas que entregarem suas armas e abre espaço para a futura criação de um Estado palestino.
Segundo a proposta, Gaza se tornaria uma região “desradicalizada”, livre de grupos armados, com reconstrução conduzida por um comitê palestino tecnocrático e especialistas internacionais. Até o momento, o Hamas não se pronunciou sobre a iniciativa.
O novo órgão internacional supervisionaria a gestão de Gaza durante a transição, com Trump à frente e participação de nomes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. De acordo com o comunicado, o conselho seria responsável por administrar recursos e estabelecer um marco institucional até que a Autoridade Palestina implementasse reformas locais.
Principais pontos do plano:
Fim imediato do conflito e troca de prisioneiros
O cessar-fogo entraria em vigor assim que o plano fosse aceito. Israel liberaria prisioneiros palestinos, enquanto o Hamas devolveria reféns, incluindo restos mortais de vítimas de ambos os lados.
Ajuda humanitária e reconstrução
O plano prevê entrada imediata de alimentos, água, energia, medicamentos e materiais para reconstrução. A distribuição ficaria a cargo da ONU, do Crescente Vermelho e de outras entidades neutras, além de equipamentos para limpar escombros e reabrir estradas.
Nova administração em Gaza
Um comitê tecnocrático palestino, apolítico, assumiria a gestão local temporariamente, sob supervisão do “Conselho da Paz”. A medida visa preparar o retorno da Autoridade Palestina após reformas.
Desmilitarização e anistia
Toda infraestrutura militar, incluindo túneis, seria desmantelada sob monitoramento internacional. Membros do Hamas que entregarem suas armas poderiam receber anistia e, se desejassem, sair da região com passagem segura.
Segurança e futuro político
Uma Força Internacional de Estabilização treinaria a polícia palestina, garantindo segurança enquanto Israel se retiraria gradualmente, mantendo apenas perímetros temporários de proteção. O plano também indica passos para a autodeterminação palestina e coexistência pacífica.
Condições adicionais
O plano estabelece que todos os reféns israelenses sob poder do Hamas seriam libertados em até 72 horas após a aceitação da proposta, enquanto Israel liberaria mais de 1.900 prisioneiros palestinos, incluindo 250 com penas de prisão perpétua.
A ajuda humanitária seria ampliada de imediato, mas ninguém seria obrigado a deixar Gaza. Aqueles que desejassem permanecer teriam suporte para reconstruir a região, enquanto o Hamas e outros grupos armados seriam proibidos de participar do governo local.
O processo de retirada de Israel seria gradual e condicionado à completa desmilitarização de Gaza, enquanto a Força Internacional de Estabilização assumiria a segurança, com apoio de países árabes, e supervisionaria o treinamento da polícia palestina.
Mesmo que o Hamas rejeite o plano, ele seria implementado nas áreas livres do grupo, com a Autoridade Palestina assumindo o controle definitivo, abrindo caminho para a consolidação de um futuro Estado palestino.
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