O advogado Frederick Wassef, conhecido por atuar na defesa da família Bolsonaro, tornou-se alvo de uma denúncia apresentada por um ex-dirigente do PL em Atibaia (SP).

Foto: Pedro França / Agência Senado
Foto: Pedro França / Agência Senado

Um embate entre antigos aliados do PL em Atibaia (SP) transformou-se em caso policial e envolve o advogado Frederick Wassef, conhecido pela defesa da família Bolsonaro. Júnior Humberto de Oliveira, o “Juninho do Cachorro Quente”, ex-vice-presidente do diretório municipal, afirma ter recebido ameaças por telefone e WhatsApp, incluindo mensagens em que Wassef diz que irá matá-lo ou sugere que ele tire a própria vida.

Troca de acusações e disputa interna

Segundo Juninho, os ataques começaram após ele se opor à indicação do russo Alessander Rossa, defendido por Wassef, para a Secretaria de Turismo de Atibaia. O advogado teria reagido com violência e ameaças, que foram exibidas pelo político em uma transmissão ao vivo no último domingo (16). Nela, Juninho mostrou supostos áudios de Wassef e uma foto em que o advogado aparece com uma arma apontada para a própria cabeça.

Áudios e foto registrados pelo ex-aliado

Nos materiais divulgados por Juninho, uma voz atribuída a Wassef afirma: “Eu vou dar tiro na cara de vocês. Está com inveja? Põe arma na boca, puxa o gatilho”. Em outro trecho, o advogado diz que o ex-vice do PL “entrou em seu radar” e que revidaria “forte” caso fosse contrariado. De acordo com informações do portal Metrópoles, Juninho relatou ainda que, durante uma cobrança sobre um suposto vazamento de informações, Wassef teria efetuado dois disparos próximos a seus ouvidos, o que o deixou momentaneamente sem audição.

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Reação de Wassef e ida à polícia

Wassef rejeitou todas as acusações e registra, paralelamente, um boletim de ocorrência afirmando ser vítima de extorsão, ameaças e perseguição. Ele sustenta que os áudios e a foto exibidos por Juninho foram manipulados com uso de inteligência artificial e que o adversário político estaria articulando uma “engenharia criminosa” com o apoio de Edevaldo de Oliveira, ex-aliado de ambos e ex-policial rodoviário federal.

O advogado desafia que os supostos arquivos originais sejam entregues à perícia e afirma que a divulgação das gravações tem por objetivo obstruir investigações já abertas contra seus acusadores.

Histórico de conflitos e recuo do MP

Juninho ganhou notoriedade após atirar no ex-vice-prefeito de Atibaia durante uma briga flagrada por câmeras de segurança. Ele segue na política local como suplente de vereador e alega que está sendo perseguido por Wassef. No domingo, foi informado de um pedido do Ministério Público para que voltasse à prisão por descumprimento de medida judicial, mas a Promotoria recuou no dia seguinte, citando um ambiente de “animosidade política mútua” na cidade.

Caso segue em apuração

Os dois lados registraram ocorrências na Polícia Civil, e a corporação deve analisar os áudios, imagens e relatos para verificar a autenticidade do material e definir se houve ameaça, manipulação de provas ou tentativa de extorsão. Juninho e Edevaldo de Oliveira foram procurados e não responderam até a publicação do texto.

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