A influenciadora e musa da Gaviões da Fiel, Natacha Horana (34), reviveu publicamente o período que passou detida entre novembro do ano passado e março deste ano.

Natacha Horana é musa da escola de samba Gaviões da Fiel  - Foto: Pics Mari/Acervo Pessoal
Natacha Horana é musa da escola de samba Gaviões da Fiel - Foto: Pics Mari/Acervo Pessoal

A influenciadora e musa da Gaviões da Fiel, Natacha Horana (34), reviveu publicamente o período que passou detida entre novembro do ano passado e março deste ano. Em uma entrevista emocionante concedida ao podcast PodShape, comandado por Juju Salimeni, Natacha descreveu os meses em que esteve atrás das grades, acusada dos crimes de lavagem de dinheiro e suposta associação criminosa, e detalhou as condições precárias e o trauma gerado pela experiência.

Prisão sem esclarecimento e desespero

Natacha Horana afirmou ter sido detida de forma inesperada em sua residência, em São Paulo, sem que lhe fossem apresentadas informações claras sobre as acusações. A ex-bailarina relatou que sua prisão foi tão surpreendente para ela quanto para o público.

“Chegaram na minha casa em São Paulo e me prenderam. Falaram o porquê: lavagem de dinheiro e associação criminosa. Aí eu perguntei: ‘por quê?’. Eles disseram: ‘pergunta para o seu advogado'”, contou a influenciadora.

Ela descreveu a rapidez dos acontecimentos, mencionando a audiência de custódia na Barra Funda. Natacha lamentou a falta de atenção ao seu caso, sentindo-se injustiçada e sem entender o motivo de sua detenção.

“Fui presa e fui para Barra Funda… e lá ela não quis saber de nada. Perguntaram: ‘te bateram?’. Respondi que não. Ela disse: ‘então, tá, vai presa.’ Eu falei: ‘Deus do céu, o que está acontecendo?'”, relembrou.

O impacto do cárcere e a superlotação da cela

Ao relatar a chegada à prisão, Natacha disse ter sido tomada por um pânico avassalador.

“Medo, pânico. Pensei: ‘eu posso morrer aqui’. Chegando lá você não dorme, não come, só chora, não pensa”, desabafou.

A influenciadora compartilhou que as condições de alojamento eram extremamente degradantes. Ela dividiu a cela com dezesseis mulheres, embora o espaço fosse adequado para apenas oito. A superlotação era evidente na escassez de colchões, havendo apenas quatro disponíveis, o que forçava as detentas a se revezarem para dormir.

“Vai se virando: uma dorme, a outra fica acordada e vai revezando”, explicou.

Comida imprópria e o Natal na prisão

A alimentação foi um dos pontos mais críticos abordados na entrevista. Natacha Horana chocou ao descrever a qualidade da comida oferecida no presídio. Segundo ela, eram servidos alimentos estragados e frutas podres.

A comida, mesmo que preparada com certo cuidado, acabava chegando deteriorada por conta do tempo de transporte e, em certas épocas, pelo calor.

“Chegava muita comida estragada. Às vezes tem calor também. Toda misturada. Passar Natal comendo ovo podre”, lamentou a ex-bailarina.

As consequências psicológicas da injustiça

Visivelmente emocionada, a musa da Gaviões da Fiel afirmou ter vivido os piores dias de sua vida, expressando que não deseja a experiência “nem para o pior inimigo”. A influenciadora revelou que o sofrimento foi agravado pela sensação de estar carregando a culpa por atos de terceiros, enquanto sua família sofria e sua imagem era exposta e julgada mundialmente.

O trauma após a soltura resultou em sérios problemas de saúde mental, incluindo forte depressão e síndrome do pânico.

“Queria me esconder do mundo”, confessou.

Natacha ressaltou que anos de dedicação profissional parecem ter sido aniquilados em pouco tempo. “Eu construí uma imagem durante dez anos. E é difícil construir uma imagem. Para uma coisa acontecer e destruir tudo: sua imagem, sua liberdade, liberdade emocional e financeira. Acabar com tudo”, concluiu, manifestando a esperança de recuperar, aos poucos, sua vida e sua credibilidade.

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