A investigação sobre a morte de María Camila Potosí, de 21 anos, ganhou um novo capítulo após o ex-companheiro da principal suspeita afirmar que ela teria simulado duas gestações antes do crime. As declarações foram divulgadas pelo jornal colombiano El Tiempo e fazem parte dos elementos analisados pelas autoridades.
A investigação sobre a morte de María Camila Potosí, de 21 anos, ganhou um novo capítulo após o ex-companheiro da principal suspeita afirmar que ela teria simulado duas gestações antes do crime. As declarações foram divulgadas pelo jornal colombiano El Tiempo e fazem parte dos elementos analisados pelas autoridades.

María Camila Potosí desapareceu grávida e foi encontrada morta dias depois, em Cali, Colômbia. Foto: Reprodução.
Segundo o homem, ele decidiu procurar a Promotoria após descobrir que a ex-companheira passou a ser investigada pela morte da jovem. Ele também afirmou ter recebido ameaças e disse que resolveu colaborar com as investigações.
Depoimento cita supostas gestações anteriores
Em entrevista ao El Tiempo, o ex-companheiro afirmou que a mulher investigada alegou estar grávida em outras duas ocasiões durante o relacionamento.
Segundo o relato, ela evitava que ele participasse das consultas médicas e, posteriormente, dizia que havia perdido os bebês. Essas declarações ainda serão confrontadas com outras provas reunidas durante a investigação e, até o momento, não foram confirmadas pelas autoridades.
O homem também afirmou que, no dia do desaparecimento de María Camila, a então companheira saiu de casa e deixou de responder às mensagens.
Imagens mostram últimos momentos da vítima
De acordo com a investigação, câmeras de segurança registraram María Camila sendo vista pela última vez na garupa de uma motocicleta conduzida pela mulher investigada.
As imagens passaram a integrar o inquérito que busca esclarecer os acontecimentos antes do desaparecimento da jovem.
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A Promotoria da Colômbia informou que continua ouvindo testemunhas, analisando imagens de câmeras de segurança e realizando perícias para esclarecer a dinâmica do crime.
As declarações do ex-companheiro representam uma das linhas investigativas e ainda serão confrontadas com os demais elementos do inquérito. Até o momento, não há decisão judicial que confirme as alegações feitas por ele ou atribua responsabilidade criminal definitiva à investigada.
Família pede justiça
María Camila estava no oitavo mês de gestação quando desapareceu. Dias depois, o corpo foi encontrado em uma área próxima ao rio Meléndez, em Cali. O caso provocou comoção no país e motivou manifestações pedindo justiça.
Segundo familiares, exames indicaram que o bebê não estava mais no ventre da jovem quando o corpo foi localizado. As circunstâncias da morte e os detalhes relacionados ao feto seguem sob investigação das autoridades colombianas.
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