O cantor MC Ryan SP foi preso durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações que podem ultrapassar R$ 1,6 bilhão. A ação ocorreu no litoral paulista e apura crimes como ocultação de patrimônio e associação criminosa. O caso também envolve o influenciador Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, que já havia sido alvo de operações anteriores e possui histórico criminal. Ele tem ligação familiar com o funkeiro, por ter sido companheiro da mãe do artista.
O cantor MC Ryan SP, um dos nomes mais populares do funk no Brasil, foi preso nesta terça-feira (15) durante uma ação da Polícia Federal que apura a atuação de um suposto esquema criminoso de grande escala. A operação investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas, que podem ultrapassar R$ 1,6 bilhão.

Mc Ryan (Reprodução/Redes Sociais)
A detenção ocorreu na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo. Segundo as autoridades, o inquérito envolve crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de bens e participação em organização criminosa.
Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e patrimônio de pessoas ligadas ao caso. As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer o papel de cada envolvido no esquema, bem como a origem dos recursos movimentados.
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Ex-padrasto de MC Ryan
A situação não é novidade no dia a dia de Ryan. O ex-padrasto, do funkeiro, Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, já havia sido detido anteriormente, em 2012, em uma residência de alto padrão localizada em Bom Jesus dos Perdões, no interior paulista, durante uma ação relacionada ao tráfico de entorpecentes. Ao longo dos anos, ele acumulou registros policiais por crimes como homicídio, associação criminosa, receptação e uso de documentos falsificados.
O influenciador também possui ligação familiar com o cantor MC Ryan SP, já que manteve um relacionamento com a mãe do artista, com quem teve dois filhos, tornando-se ex-padrasto do funkeiro.

Mc Ryan e seu ex-padrasto (Foto: Reprodução)
“Diabo Loiro” preso em operação
Conhecido como “Diabo Loiro”, o influenciador Eduardo Magrini foi preso em outubro de 2025 durante a Operação Off White, que apura um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dele, outras três pessoas também foram detidas na ação.
Nas redes sociais, Magrini ostentava uma rotina de alto padrão, apresentando-se como produtor rural e criador de conteúdo, com publicações que exibiam veículos de luxo, viagens ao exterior e proximidade com figuras conhecidas.
No entanto, conforme informações das autoridades, ele possui antecedentes criminais que incluem acusações como homicídio, associação criminosa, receptação e uso de documentos falsificados. A ofensiva policial cumpre ao todo nove mandados de prisão preventiva e onze ordens de busca e apreensão em municípios do interior paulista, como Campinas, Artur Nogueira e Mogi Guaçu.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a Operação Off White é um desdobramento de investigações anteriores que, em agosto, resultaram na prisão de empresários suspeitos de envolvimento em um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco de Campinas.
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