Novas declarações sobre a atuação profissional de Luís Felipe Feliciano Egoroff, um dos três instrutores de rope jump presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vieram à tona nesta semana.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, instrutor preso pela morte de Maria Eduarda (Foto: Reprodução)
Luis Felipe Feliciano Egoroff, instrutor preso pela morte de Maria Eduarda (Foto: Reprodução)

Novas declarações sobre a atuação profissional de Luís Felipe Feliciano Egoroff, um dos três instrutores de rope jump presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vieram à tona nesta semana.

Rope Jump e Mara Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)

Em entrevista ao UOL, um ex-patrão do instrutor afirmou que Egoroff costumava demonstrar resistência a protocolos de segurança durante atividades de rope jump e apresentava comportamento marcado pelo excesso de confiança na execução dos procedimentos.

Maria Eduarda morreu no último sábado (13), após cair durante um salto realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Instrutor trabalhou por anos em empresa de rope jump

Segundo a reportagem, Egoroff atuou entre 2018 e 2023 como freelancer na empresa Alta Queda, especializada em esportes radicais e atividades de salto.

Após deixar a equipe, ele fundou a empresa Entre Cordas ao lado de Maicon Fernandes Cintra — também preso no caso — e Evelyne Goddard.

“Resistente aos protocolos”

De acordo com o empresário Danilo Druzian, proprietário da Alta Queda, o instrutor demonstrava resistência a algumas medidas de segurança adotadas pela empresa.

Um episódio citado teria ocorrido em 2023, quando Egoroff preparava o salto de uma cliente utilizando uma técnica considerada ultrapassada para a fixação dos mosquetões, equipamentos responsáveis pela conexão das cordas de segurança.

Segundo o relato, após ser corrigido, ele teria reagido com irritação.

O empresário afirmou ainda que o instrutor costumava considerar determinadas etapas de verificação como desnecessárias e se incomodava quando era questionado repetidamente sobre os procedimentos adotados.

Excesso de confiança pode ter contribuído para falhas, diz colega

Um ex-colega de trabalho, que preferiu não se identificar, afirmou que Egoroff possuía ampla experiência na prática esportiva, mas que a confiança excessiva poderia representar riscos.

“Ele já fez muitos saltos ao longo da vida, mais de 5 mil, confiava muito no que fazia. Mas isso pode causar um acidente, como o da Maria, por descuido e falta de atenção. Conheço os dois como pessoa também, são do bem, mas ali vejo que foi um excesso de confiança”, declarou.

Resistência a treinamentos

Outro ponto mencionado por pessoas que trabalharam com o instrutor foi a suposta falta de interesse em treinamentos complementares.

Segundo os relatos, a empresa promovia reuniões e cursos voltados ao aprimoramento contínuo dos procedimentos de segurança, mas Egoroff demonstrava pouca disposição para participar.

“Havia reuniões e testes voltados para melhoria contínua do trabalho, mas ele tinha resistência em participar desse tipo de curso”, afirmou um ex-colega.

Habilidades técnicas eram reconhecidas

Apesar das críticas relacionadas ao cumprimento de protocolos, profissionais que trabalharam com Egoroff destacaram sua capacidade técnica.

Segundo os relatos, ele era considerado experiente na montagem de estruturas para saltos, na avaliação de equipamentos e na realização de testes de novas operações.

O ex-patrão afirmou que o instrutor possuía perfil frio para executar atividades de alto risco, além de apresentar excelente consciência corporal durante os saltos.

Nota

Em nota a empresa de Danilo lamentou o ocorrido com Maria Eduarda do último sábado (13).

Nota de Esclarecimento

Nota de Esclarecimento publicada pela Alta Queda || Reprodução: Redes Sociais

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Três instrutores do rope jump seguem presos

Três instrutores responsáveis pela atividade permanecem presos desde o dia da tragédia.

Os investigados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.

No domingo (14), a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas durante audiência de custódia.

Os três foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando, segundo a legislação brasileira, o investigado assume o risco de produzir o resultado morte, mesmo sem intenção direta de matar.

Caso segue sob investigação

Na última terça-feira (16), os três suspeitos foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do acidente e busca esclarecer todas as responsabilidades relacionadas à morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

As conclusões do inquérito deverão apontar se houve falhas de segurança, negligência ou outras condutas que contribuíram para a tragédia.

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