Frank, identificado como ex-integrante de uma organização criminosa, afirma que o roubo na casa de MC Poze do Rodo foi uma simulação para evitar o confisco de ouros e valores pela polícia. Ele detalha que facções passaram a investir em influenciadores e MCs para profissionalizar a lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais. O relato aponta uma mudança na estratégia financeira do crime, que agora utiliza a imagem pública de artistas para movimentar capital ilícito.
As prisões de MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e o influenciador Chrys Dias segue repercutindo nas redes sociais. Em uma análise publicada nas redes sociais, o influenciador Frank, intitulado como ex-integrante do PCC, comentou as prisões e levantou suspeitas sobre a participação dos influenciadores com o crime organizado.

MC Ryan SP e Poze do Rodo (Foto: Reprodução / Redes sociais)
O roubo na casa do Poze
Ao comentar sobre o assalto na casa do MC Poze do Rodo, Frank sugeriu que tudo foi combinado e nada aconteceu com o que foi divulgado na mídia. De acordo com o relato, Poze previa sua prisão, e, armou um esquema simulando um assalto para proteger seu patrimônio.
“Não existiu roubo aquilo ali foi forjado para esconder os ouros dele. Porque ele já sabia que estava para ser preso e poderia perder os ouros dele que é onde está boa parte do dinheiro ilegal dele. Então foi forjado esse assalto até com imagem do cara tudo, está foragido na favela, ninguém foi preso, ninguém morreu. Tudo forjado para esconder os ouros dele porque ele sabia que ia ser preso”, detalhou Frank.
O investimento do crime organizado
Além disso, no vídeo que tem repercutido nas redes sociais, o influenciador aborda a relação entre os influenciadores com o crime organizado. Frank questionou a imagem pública desses artistas, como MC Ryan, que foi tratado como estrela em uma recente participação num programa de TV, além de detalhar como o modelo de negócios das rifas digitais teria sido uma adaptação de práticas anteriormente restritas ao sistema penitenciário.
“O Ryan SP não é o mesmo que estava nos programas de televisão sendo tratado como artista? As facções viram que influencer é a melhor arma para se lavar dinheiro. Existia um setor chamado ‘Setor da RF’, que era um setor que vendia rifa dentro do PC e esse setor foi desativado. E logo depois, influencers e mcs, começaram a fazer rifas”, comentou Frank.
Assista o vídeo:
Para Frank, a migração do modelo de negócios para o público geral representa uma evolução estratégica para lavagem de dinheiro. Ele afirma que o potencial lucrativo das redes sociais superou as expectativas das facções criminosas, que teriam passado a investir na carreira desses influenciadores.
“O PC viu que vender rifa para companheiro do crime dava dinheiro, imagine vender para todo mundo. E eles fizeram isso, e, investiram na carreira desses influencers”, disse Frank.

MC Ryan SP e Poze do Rodo — Foto: Reprodução
Entenda a prisão de Poze do Rodo:
O cantor MC Poze do Rodo foi preso na manhã da última quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal. Após ser levado para a sede da corporação, o artista optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.
A prisão ocorreu na residência do artista, em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. A ação integra a Operação Narcofluxo, que mobilizou cerca de 200 agentes para cumprir mandados em diversos estados do país.
Além de MC Poze, outro nome conhecido preso na operação foi o cantor MC Ryan SP, detido no litoral de São Paulo. Também foram realizadas apreensões de dinheiro, veículos e equipamentos eletrônicos.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações financeiras ilegais. Entre os métodos utilizados estariam transações com criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie e mecanismos para ocultar a origem dos valores.