O ex-Polícia Militar e influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, de 40 anos, conhecido como Kel Ferreti, está sendo investigado por chefiar um esquema milionário de rifas manipuladas em Maceió, capital de Alagoas. O golpe, que teria movimentado cerca de R$ 33,7 milhões, foi revelado pelo programa Fantástico neste domingo (5).
O ex-Polícial Militar e influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, de 40 anos, conhecido como Kel Ferreti, está sendo investigado por chefiar um esquema milionário de rifas manipuladas em Maceió, capital de Alagoas. O golpe, que teria movimentado cerca de R$ 33,7 milhões, foi revelado pelo programa Fantástico neste domingo (5).
Segundo o Ministério Público, a quadrilha divulgava rifas com prêmios que chegavam a dezenas de milhares de reais. Contudo, a investigação aponta que os bilhetes vencedores eram previamente reservados, fazendo com que os compradores nunca tivessem chance real de ganhar. Essa prática ilegal rendia milhões de reais à organização a cada ação.
Kel Ferreti, que acumula 23 mil seguidores no Instagram, exibia uma vida de luxo e viagens. Além das rifas, ele também vendia cursos não regulamentados, ensinando supostos métodos para lucrar em jogos on-line.
Envolvimento de outros influenciadores e antecedentes criminais
O esquema de rifas contava com o apoio de outros influenciadores, como Laís Oliveira, que tem cinco milhões de seguidores, e o marido, Eduardo Veloso. O casal recebia valores altos para divulgar os sorteios e chegou a ser preso em Fortaleza em dezembro do ano passado, mas foi solto dias depois. A defesa deles alegou que apenas faziam publicidade do negócio.
Kel Ferreti, o principal investigado, tem um histórico criminal:

O influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira (Foto: Reprodução/Redes sociais)
- Foi expulso da Polícia Militar em 2023 por gravar e divulgar o próprio voto.
- Em dezembro do ano passado, foi preso em seu apartamento em Maceió. Agentes apreenderam joias, celulares e cerca de R$ 20 mil em espécie.
- Ele foi condenado por estupro contra uma das vítimas dos sorteios fraudulentos, com pena de dez anos de reclusão, reduzida para oito em agosto.
- Atualmente, ele cumpre pena em regime semiaberto e utiliza tornozeleira eletrônica.
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