Em entrevista ao canal Talk Flow, o ex-policial Angelo Canuto relatou a rotina em uma prisão de segurança máxima e a convivência com líderes do crime, como Marcola. Ele destacou a importância da disciplina, da reputação e das regras internas do sistema prisional, além de afirmar que a leitura e o diálogo foram essenciais para atravessar o período de encarceramento e repensar sua trajetória.

Ex-policial relata rotina na prisão de segurança máxima ao lado de Marcola
Ex-policial relata rotina na prisão de segurança máxima ao lado de Marcola

O ex-policial Angelo Canuto revelou detalhes da rotina dentro de uma prisão de segurança máxima e da convivência com criminosos de alta periculosidade, entre eles Marcola, apontado como líder do PCC. O relato foi feito durante entrevista ao canal Talk Flow, comandado por Igor Coelho, e repercutiu nas redes sociais.

Ao longo da conversa, Canuto descreveu o funcionamento interno das unidades de segurança máxima, destacando que a disciplina e a reputação são fatores centrais para a sobrevivência no sistema prisional. Segundo ele, qualquer deslize pode colocar a vida de um detento em risco. “Na prisão, não tem para onde correr. Se a reputação acaba, a pessoa vira um homem morto”, afirmou.

O ex-policial contou que passou por períodos de isolamento e conviveu com figuras conhecidas do crime organizado paulista. Entre os nomes citados, além de Marcola, estão outros presos considerados referências dentro do sistema carcerário. De acordo com Canuto, a hierarquia interna e o cumprimento rigoroso das regras impostas pelos próprios detentos fazem parte do cotidiano nas penitenciárias.

Durante a entrevista, Angelo Canuto também relatou como o acesso à leitura, à disciplina e ao diálogo ajudaram a atravessar os anos de prisão. Ele afirmou que livros e conversas foram fundamentais para reorganizar a própria trajetória e compreender a lógica de poder e controle dentro das cadeias.

Outro ponto destacado foi a relação entre presos e agentes do Estado. Canuto defendeu que o respeito mútuo pode reduzir conflitos e violência, afirmando que policiais e detentos vivem “em lados opostos da mesma guerra”. Segundo ele, a falta de diálogo e a corrupção agravam ainda mais o cenário do sistema prisional brasileiro.

Atualmente fora da prisão, Angelo Canuto afirma que utiliza suas experiências para promover reflexões por meio de livros, palestras e podcasts. Segundo ele, o objetivo é mostrar como decisões tomadas dentro e fora do cárcere moldam destinos e reforçar a importância da responsabilidade individual, da disciplina e da palavra empenhada.

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