O ex-piloto espanhol Antolín González, apontado no passado como uma das maiores promessas da Fórmula 1, confessou ter matado o próprio pai a facadas. O crime ocorreu em 5 de julho deste ano, em Aranda de Duero, na província espanhola de Burgos, e chocou o país.
De acordo com a imprensa local e o jornal britânico Daily Mail, a vítima era o empresário Antolín González, de 53 anos, que tinha o mesmo nome do filho. Ele chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em um galpão industrial pertencente à família.
Durante depoimento às autoridades nesta semana, o piloto, de 23 anos, admitiu o crime, mas alegou legítima defesa. Segundo González, a discussão começou quando o pai sacou uma faca de cerca de 15 centímetros e o ameaçou. Em meio à briga, o jovem tomou a arma e acabou atingindo o pai no pescoço.
Após o ataque, González fugiu do local, sendo preso horas depois em uma cidade próxima, conforme relatou o canal espanhol La Sexta. Ele disse que a morte foi acidental e que está cooperando com as investigações. O ex-piloto também informou às autoridades o local onde deixou a faca, mas o objeto ainda não foi encontrado.
Antolín González foi considerado um talento precoce do automobilismo espanhol. Ele começou a correr de kart aos oito anos e, aos 13, tornou-se o piloto mais jovem a testar um carro de Fórmula 3. Passou por categorias de base como a Fórmula 4 espanhola, Fórmula Renault asiática e Fórmula Masters China, e chegou a ser comparado ao compatriota Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1.
No entanto, a falta de apoio financeiro interrompeu seu avanço nas categorias de acesso e o afastou do sonho de chegar à principal categoria do automobilismo. Agora, o ex-prodígio enfrenta uma nova realidade — a de responder por homicídio enquanto tenta convencer a Justiça de que agiu para se defender.