O ex-vereador Valdnei da Silva Caires foi condenado a 34 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de Beatriz Pires da Silva, de 25 anos, que estava grávida quando desapareceu em março de 2023, em Barra da Estiva (BA). O corpo da vítima nunca foi encontrado.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Brumado, após transferência determinada pela Justiça para evitar interferências locais. Valdnei foi condenado por homicídio qualificado — por motivo fútil, traição e feminicídio com agravante de gestação — e por ocultação de cadáver.
Segundo as investigações, Beatriz mantinha um relacionamento com o ex-vereador, que era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Provas como vídeos, manchas de sangue no carro e a conexão do celular da vítima ao Wi-Fi do sindicato confirmaram a autoria do crime. O juiz Genivaldo Alves também determinou o pagamento de indenização de 100 salários mínimos à mãe da vítima.
O ex-vereador Valdnei da Silva Caires foi condenado a 34 anos e 24 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato de Beatriz Pires da Silva (foto em destaque), de 25 anos, que estava grávida quando desapareceu, em março de 2023, no município de Barra da Estiva (BA). O corpo da jovem nunca foi localizado.
O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (16), no Tribunal do Júri de Brumado, após a transferência do caso para a cidade com o objetivo de evitar interferências emocionais dos jurados. Valdnei foi considerado culpado por homicídio qualificado — por motivo fútil, traição e feminicídio com agravante de gestação —, além de ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia, a vítima mantinha um relacionamento amoroso com o ex-vereador, que também presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região. Imagens mostraram Beatriz entrando em um carro idêntico ao do sindicato, usado apenas por Valdnei. O veículo apresentava manchas de sangue, e a investigação revelou que o celular da jovem se conectou ao Wi-Fi do sindicato dois dias após o desaparecimento, reforçando a tese da acusação.
Na sentença, o juiz Genivaldo Alves determinou ainda que o réu pague uma indenização de 100 salários mínimos à mãe da vítima, representada pela advogada Suilane Novais Lima, que atuou como assistente do Ministério Público durante o processo.
