Meire Souza, esposa de Rafael Juliano Marascalchi, um dos amigos desaparecidos no interior do Paraná, fez revelações exclusivas ao Alô Você, apresentado por Luiz Bacci, no SBT. A mulher acredita que os homens, que desapareceram no início de agosto, estão vivos e sendo mantidos em um cativeiro. Segundo ela, os criminosos pretendiam pedir resgate, mas o plano pode ter saído do controle.

Exclusivo: família acredita que amigos desaparecidos estão vivos. ‘Caminhonete foi plantada naquele buraco’

Meire Souza, esposa de Rafael Juliano Marascalchi, um dos amigos desaparecidos no interior do Paraná, fez revelações exclusivas ao Alô Você, apresentado por Luiz Bacci, no SBT. A mulher acredita que os homens, que desapareceram no início de agosto, estão vivos e sendo mantidos em um cativeiro. Segundo ela, os criminosos pretendiam pedir resgate, mas o plano pode ter saído do controle.

Para Meire, uma pessoa bastante influente politicamente no município pode estar envolvido no sumiço dos quatro rapazes do interior de São Paulo.

Amigos vivos e carro “plantado”

Apesar de a polícia local tratar o caso como homicídio, Meire, que representa as famílias dos desaparecidos, acredita que eles estão vivos. Ela questionou a forma como as autoridades estão conduzindo as investigações desde o início.

“Nunca trataram como sequestro, desde o primeiro dia como homicídio. Nunca trataram isso como sequestro. Por que? Sequestraram porque eles iriam pedir dinheiro”, pontuou.

A esposa de Rafael também levantou dúvidas sobre a descoberta da caminhonete das vítimas. O veículo, encontrado enterrado em um bunker em Icaraíma, não estaria lá há 40 dias. Segundo Meire, o carro teria sido “plantado” no local para simular a morte dos homens.

“Eles estão em um cativeiro. Não tem buraco. Meu investigador foi lá ver o carro”, afirmou, reforçando a tese de que o veículo não estava enterrado no local há tanto tempo.

Pessoa influente atrapalha investigação

Meire acusou uma pessoa influente na região de estar atrapalhando as investigações. Ela não revelou o nome do indivíduo, que seria um homem conhecido na cidade e na região, mas disse que a família já o identificou e informou a polícia.

“Essa pessoa não vai contar tudo o que sabe e nem aparecer. Eu quero que ela dê uma direção certa. Ela pode parar de atrapalhar e deixar as autoridades trabalharem. Queremos encontrar nossos maridos”, afirmou.

Cidade no noroeste paranaense tem cerca de dez mil habitantes

Caso a situação não se resolva, a esposa de um dos desaparecidos afirmou que está preparada para tomar medidas mais drásticas. Questionada se ela não tinha medo de estar se envolvendo com pessoas perigosas, Meire foi categórica.

“Nós também somos perigosos. Também temos família em São Paulo. E uma família grande. Lá é uma cidade onde as pessoas têm medo”, disse ela. A mulher afirmou, ainda, que chegou a ficar escondida em Icaraíma, cidade onde tudo aconteceu. “Estou o tempo todo por perto, não fico longe”. 

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