Uma nova testemunha no caso do “Canibal de Ilhéus” veio a público para defender o suspeito, Luiz. O homem, identificado como Sr. Orlando, que vivia com o suspeito, o descreveu como uma pessoa “trabalhadora” e tranquila. Ele desmentiu a lenda de que o agressor teria comido parte do corpo da vítima, afirmando que um cachorro teria feito isso. No entanto, ele confirmou que o suspeito fugiu da cena do crime e “comeu com o cachorro”.
Em um novo desdobramento do caso que chocou o país, conhecido como “Canibal de Ilhéus”, uma nova testemunha que vivia com o suspeito, identificado como Luiz Teixeira de Oliveira, falou com exclusividade ao Bacci Notícias o para contestar a história de que ele teria comido parte do corpo da vítima. Orlando, que trabalha na mesma região onde o crime ocorreu, descreveu o suspeito como uma pessoa tranquila e trabalhadora, e afirmou que a lenda sobre canibalismo foi um mal-entendido.
‘Rapaz trabalhador’
Em entrevista, Orlando defendeu o caráter de Luiz, que trabalhava em uma fazenda vizinha e estava há apenas três noites no local do crime. A testemunha o descreveu como uma pessoa pacífica, que não causava problemas.
“O Luiz é um rapaz trabalhador, está vendo? Pouco tempo que eu conheço com ele, não tem aversão com ninguém, não andava brigando com ninguém”, afirmou o fazendeiro.
Ele reforçou o perfil do suspeito, indicando que não havia indícios de que ele fosse perigoso: “Não é um rapaz perigoso, é um rapaz trabalhador, que nem ele, que nem o falecido, também trabalhador. E não existe isso de que ele é uma coisa ou outra, porque ele nunca teve problema com ninguém”.
O único ponto problemático, segundo Sr. Orlando, era o hábito de beber, o que pode ter levado à tragédia. “O negócio dele era só beber as cachaças dele e aconteceu isso.”

Após o crime, o homem fugiu para uma área de mata e não foi encontrado pela polícia
A desmistificação do ‘canibal’ e a versão do cachorro
A parte mais surpreendente do depoimento de Sr. Orlando foi a sua versão sobre o que aconteceu com o corpo da vítima. O fazendeiro desmentiu a lenda de que Luiz teria saído gritando “sou o canibal” e comido parte do corpo da vítima.
“Não, ele não saiu gritando, sou o canibal”, esclareceu. “O negócio lá foi o cachorro que comeu o negócio lá, o miolo do homem lá. O cachorro caiu no chão lá e ele foi e comeu o miolo, mas foi o cachorro que comeu o miolo”, afirmou, detalhando que, após a briga, o cachorro teria se alimentado do corpo da vítima.
Ao ser questionado se Luiz teria participado do ato, Sr. Orlando confirmou: “É, sim, fugiu da cena do crime e comeu com o cachorro”.
O contexto do crime
Sr. Orlando explicou que não estava presente no momento do crime e chegou ao local somente após a fatalidade ter ocorrido. Ele também revelou que a vítima, que também era um trabalhador, era uma pessoa tranquila e não tinha aversão a ninguém. “Tranquilo, tranquilo, tranquilo mesmo. Não tinha aversão com ninguém, não criava problema com ninguém”, disse. Ele reforçou que o incidente foi algo que aconteceu “entre ele e o outro rapaz”, sem ter conhecimento de brigas prévias entre os dois.
A declaração de Orlando adiciona uma nova e perturbadora camada ao caso, mostrando que o suspeito e a vítima eram pessoas “trabalhadoras”, mas que uma noite de bebedeira terminou em tragédia, com uma participação incomum de um cachorro na cena do crime.