“Nós vamos passar por outro médico legista, agora que as coisas vão começar. Meu marido não tem nem 10 dias que foi morto”, desabafou Meire Souza, viúva de Rafael. Desconfiadas do trabalho policial realizado até agora, as mulheres de pelo menos dois dos quatro amigos se recusam a enterrar os corpos antes que uma nova perícia seja feita por legistas independentes da investigação paranaense. Essa decisão se deve à desconfiança de que algum agente de segurança local possa ter comprometido a integridade do processo.

Esposa fala com exclusividade ao portal BacciNotícias
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“Nós vamos passar por outro médico legista, agora que as coisas vão começar. Meu marido não tem nem 10 dias que foi morto”, desabafou Meire Souza, viúva de Rafael. Desconfiadas do trabalho policial realizado até agora, as mulheres de pelo menos dois dos quatro amigos se recusam a enterrar os corpos antes que uma nova perícia seja feita por legistas independentes da investigação paranaense. Essa decisão se deve à desconfiança de que algum agente de segurança local possa ter comprometido a integridade do processo.

“Meu marido não tem nem 10 dias que foi morto. Prepare-se, porque agora vamos começar a falar”, enfatizou ela.

Para Meire, o estado em que os corpos foram encontrados reforça sua crença de que os amigos foram mantidos em cativeiro antes da morte e que uma pessoa influente na cidade pode ter acobertado os buscariollo, suspeitos de executar os amigos. “As tatuagens dele estão perfeitas. A pele está em bom estado”, diz Meire, referindo-se à boa conservação do corpo. Tanto Meire quanto Denise acreditam que a intenção inicial dos criminosos era sequestrar os amigos e pedir resgate.

“A publicidade do caso e algum acontecimento no momento da abordagem mudaram os planos”, concluiu ela.

Os corpos de três dos quatro amigos devem chegar a São José do Rio Preto no fim da tarde deste sábado (20). Os carros funerários partiram às 8 horas da manhã de Umuarama. As famílias de Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi correm contra o tempo para contratar uma perícia particular em São Paulo, a fim de entender melhor o que realmente aconteceu. Em conversa com um perito do estado, ele confirmou a possibilidade de realizar uma perícia particular: “Quanto mais cedo for feita, maior a precisão do resultado.” Existem várias empresas que oferecem esse tipo de serviço. No entanto, os cadáveres ainda precisam estar em poder do IML para que o perito independente acompanhe o trabalho. Sobre a preservação do corpo, o médico informou que, em condições muito úmidas, é possível que o cadáver esteja bem conservado.

“A pele pode sim estar em estado quase natural devido ao processo de saponificação.” Saponificação é um processo de conservação de um cadáver em que a gordura do corpo se transforma em uma substância cerosa e semelhante a sabão, devido a reações químicas.

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