Em entrevista exclusiva ao BacciNotícias, Rita Cadillac rebate as afirmações de Roger Turchetti sobre a interrupção de uma entrevista e nega ter invadido áreas restritas. A artista revela que o estopim foi uma pergunta ofensiva sobre incesto e confirma que acionou a justiça por danos morais e difamação após a publicação da entrevista sem sua autorização do uso de imagem.
A atriz Rita Cadillac decidiu apresentar sua versão sobre o episódio que culminou no abandono de uma gravação e no início de uma disputa judicial contra o jornalista Roger Turchetti. Em entrevista exclusiva ao portal BacciNotícias, Rita contesta as afirmações de que teria invadido áreas restritas e explica os motivos que a levaram a interromper a entrevista no podcast ‘Intervenção’.
O gatilho com menção de um incesto
De acordo com a artista, o clima durante a gravação tornou-se hostil no momento em que Turchetti trouxe à pauta um tema extremamente sensível e, segundo ela, infundado. A artista relata que o jornalista utilizou uma suposta análise psicológica para sugerir que ela teria praticado incesto em um de seus trabalhos.
“Tudo por causa de uma pergunta. Porque ele já veio correndo para um lado que ele sabia que eu não ia falar. Primeira coisa, eu me dou direito de falar ou não falar do que eu quiser. Ele sabia que eu não ia falar, daí ele veio com uma idiotice tão grande que era sobre uma psicóloga que falou em um reportagem que eu tinha feito incesto”, diz ela.
Rita esclarece que a pessoa envolvida na produção citada, Cléo Cadillac, é sua afilhada apenas de nome, sem qualquer laço sanguíneo ou de batismo. A acusação foi recebida pela entrevistada como uma ofensa grave e uma tentativa deliberada de desestabilização emocional.
A preservação sobre conteúdo adulto
A artista explica que adota uma postura clara de não discutir seus conteúdos em plataformas adultas durante entrevistas. Segundo ela, essa decisão visa exclusivamente resguardar seu círculo familiar e social, incluindo filhos, netos e amigos próximos.
“Eu prefiro evitar de não falar para preservar minha família, meus amigos e a mim mesma. E, todo mundo sabe que eu tenho plataforma, eu não preciso ficar com bandeirinha falando que eu faço isso ou faço aquilo”, comenta.

Rita Cadillac e Cléo Cadillac || Reprodução: Redes Sociais
Rita reforça que a existência de seu perfil nessas plataformas é de conhecimento público, mas que se reserva o direito de não transformar o assunto em pauta jornalística para evitar exposições desnecessárias às pessoas que convivem com ela.
“Isso que me machucou, como a Cléo é minha afilhada de nome. Como que uma pessoa vem falar que eu fiz um incesto com uma afilhada. Porque se ela fosse minha afilhada de batismo ou tivesse laço sanguíneo, jamais. Não sou puritana, não acuso nada nem a ninguém quem faz ou deixa fazer, mas eu não faria um incesto. E a Cléo não é um incesto comigo”, reforça Rita.
Descumprimento de acordos prévios
Um dos pontos centrais da reclamação de Rita envolve a quebra de um protocolo comum em suas participações em podcast. A artista destaca que, embora já tenha conversado sobre o tema de maneira natural em outros veículos, a abordagem de Roger Turchetti foi percebida como uma tentativa de ferir sua imagem e gerar um confronto direto, ignorando os limites estabelecidos.
A polêmica da autorização de imagem
Sobre o momento em que deixou o local, Rita nega veementemente as acusações de que teria invadido salas restritas ou subtraído documentos indevidos. Ela afirma que apenas se dirigiu à mesa de recepção, onde se encontrava o termo de autorização de uso de imagem assinado por ela antes de iniciarem a gravação.
“O Roger queria ver eu estourar, era estourar feio. Eu não estourei feio. Levantei, olhei aonde estavam as pranchetas de autorizações de usa de imagem, olhei para outro lado que tinha uma mesa de corte e não vi a prancheta, daí fui na sala de recepção, que ele diz que cometi um crime que eu invadi uma sala restrita, eu peguei o papel com a minha assinatura. Peguei a autorização e rasguei. Rasguei mesmo na frente dele, na frente das câmeras, rasguei e fui embora”, relata Rita.

À esquerda Roger na mesa do podcast e ao fundo atrás do vidro Rita na recepção || À direita imagens da câmera de segurança da Rita na recepção || Imagens/Reprodução: Canal Intervenção – Youtube
Ação premeditada
Um ponto crucial apontado por Rita refere-se ao tempo transcorrido desde o incidente. A entrevista foi gravada em dezembro de 2025, marcando o encerramento de sua agenda profissional antes do recesso de fim de ano.
A artista relata que, após o desentendimento no estúdio, Roger Turchetti chegou a entrar em contato com sua assessoria solicitando a assinatura de uma nova autorização de uso de imagem, pedido que foi negado imediatamente devido ao teor ofensivo da gravação.
“Ele ligou sim, mas não olhei o que ele falou ou que deixou de falar. Ele ligou para o Gui (irmão e assessor), pedindo para que eu assinasse uma nova autorização de imagem, mas se eu já tinha ficado P da vida com o que ele estava falando, você acha que eu ia assinar um termo para ele colocar no ar. É crime ele falando que eu invadi uma sala restrita e pegando documentos. Não, eu não invadi sala e roubei documentos. Peguei minha autorização de imagem”, contesta Rita.
Ela ainda afirma, que, por acreditar no rigor ético e na legalidade da profissão jornalística, presumiu que a ausência do documento impediria a veiculação do material.
Publicação não autorizada
Mesmo após rasgar o termo de autorização do uso de imagem, o conteúdo foi publicado pelo canal ‘Intervenção‘, o que surpreendeu a artista e sua assessoria. Rita conta que só soube da divulgação por meio de amigos que enviaram links de cortes da entrevista pelas redes sociais. Diante da exposição, sua advogada já iniciou os procedimentos legais. A ação judicial deve abranger pedidos de indenização por danos morais, injúria e difamação.
“No dia que saiu já liguei para minha advogada e ela falou que entraria com ação. Primeiro ela pediu para tirar do ar, tudo bem, ela solicitou para tirar do ar, antes de entrar com ação de maneira amigável. Mas, como não tirou do ar, vai ter processo sim. Danos morais, injuria e difamação”, revela a artista.
Neste ponto, Rita voltou argumentar que o jornalista ignorou a falta do documento de imagem para priorizar o engajamento e o ganho financeiro sobre sua reputação.
Assista o vídeo:
O futuro da relação entre as partes
Questionada sobre a possibilidade de uma conciliação ou de uma nova entrevista com Roger Turchetti, Rita Cadillac foi categórica ao afirmar que não há nenhum chance de diálogo futuro. Ela ressalta que, embora pudesse ter reconsiderado caso houvesse um pedido de desculpas imediato na época da gravação, as ofensas e acusações de crime mudaram o cenário.
“Depois da entrevista dele pro Bacci começou ficar pesado. Ai ele vai ter que provar que eu cometi um crime. E vai ter que arcar com danos morais, porque eu desenho o espaço e te mostro se uma mesa de centro numa recepção se aquilo era uma sala restrita. Ele quer o que? Ganhar mais?”, finaliza Rita.
Para a artista, o jornalista terá agora que provar em juízo as afirmações feitas contra ela, encerrando qualquer possibilidade de contato amigável.