O assassinato de Jaqueline Rodrigues Pereira, de 37 anos, em São Miguel do Iguaçu (PR), revoltou a família e a população da cidade no último final de semana. O crime forjado pelo marido, Adriano Forgiarini, tirou a vida de uma mulher que havia vencido um câncer de mama em março deste ano.
O assassinato de Jaqueline Rodrigues Pereira, de 37 anos, em São Miguel do Iguaçu (PR), revoltou a família e a população da cidade no último final de semana. O crime forjado pelo marido, Adriano Forgiarini, tirou a vida de uma mulher que havia vencido um câncer de mama em março deste ano.
Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias na manhã desta segunda-feira (29), a irmã e o cunhado de Jaqueline, Ana Rodrigues e Renan Bego, se manifestaram sobre a crueldade do crime e a prisão de Adriano.
“Pra te falar a verdade, só acreditei quando eu fui até a delegacia. Eu precisei ver o circuito de segurança para acreditar. Ficamos todos em choque, não dá para acreditar. Nunca imaginei que poderia ser ele”, contou Ana Rodrigues.
Farsa do assalto
Jaqueline foi encontrada morta com um tiro na cabeça na área externa da residência do casal, no início de setembro. Adriano, seu marido de 12 anos, inicialmente alegou que ambos teriam sido vítimas de um assalto, e chegou a ser socorrido com ferimentos de arma de fogo.
No entanto, a Polícia Civil do Paraná rapidamente desvendou a farsa. Imagens de câmeras, perícia balística e registros de horário indicaram que o ferimento de Adriano teria sido provocado por ele mesmo, em uma tentativa de simular a cena do crime. O cunhado da vítima, Renan Bego, foi o primeiro a perceber a alteração na cena.
“Quando eu cheguei na chácara, vi minha cunhada deitada num ponto do chão e não tinha pegada de sangue. Enquanto do outro lado, possivelmente onde ela caiu, tinha vestígios. Os próprios peritos chegaram a dizer, lá na hora, que a cena do crime foi alterada”.
Suspeita de traição
Um dos elementos mais cruciais para a polícia foi uma mensagem enviada do celular de Jaqueline para o grupo da família às 5h31, logo após o homicídio, que ocorreu por volta das 5h20: “bom dia povo”. A mensagem, enviada fora do horário habitual de Jaqueline, foi considerada mais uma estratégia de Adriano para ganhar tempo e afastar suspeitas.
O próprio Renan estranhou: “Ela mandou bom dia povo, e 2 horas após o suposto assalto. Foi tudo muito estranho, ficamos espantados com tudo. Ele era muito quieto, no dia anterior esteve aqui em casa com o meu sobrinho, eles se abraçaram, jamais passaria pela minha cabeça, que ele seria capaz”.
A irmã de Jaqueline revelou ainda que a vítima estava desconfiada de supostas traições e monitorava o marido pelo celular. “Ela disse para nossa mãe que ele já estava distante, que olhava o celular escondido dela, e que já tinha descoberto que duas mulheres mantinham contato direto com o Adriano”. No entanto, Jaqueline não queria desistir do casamento, mesmo após vencer um câncer.
“Minha irmã acreditava que a traição não iria abalar o casamento dela, depois de tudo que ela passou em relação a doença. Ela não queria desistir do casamento, quis ir até o final”.
Adriano Forgiarini está preso preventivamente e deve responder por feminicídio, fraude processual e comunicação falsa de crime.