Eweline Passos Rodrigues, chamada de Diaba Loira e foi executada no Rio de Janeiro, tinha uma vida comum e de trabalho em Santa Catarina, onde sofreu tentativa de feminicídio. Ela era filha de um PM aposentado e se envolveu com o crime após incidentes pessoais, se tornando membra das facções Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. A polícia está investigando se a morte dela está ligada a conflitos entre as facções.
Antes de ser executada no Rio de Janeiro, Eweline Passos Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, tinha uma vida diferente em Tubarão, Santa Catarina.
A Diaba Loira era filha de um policial da reserva chamado Roberto Carlos Rodrigues, que se aposentou em 2018. Eweline cresceu em uma família que sempre foi trabalhadora, de acordo com o delegado André Crisóstomo, da 5ª DRP.
EX-MARIDO ERA JOGADOR DE FUTEBOL
De acordo com o advogado Leonardo Reinaldo Duarte, que defendeu Eweline, indiciada por tráfico de drogas em Santa Catarina, em 2024, a traficante teve como ex-marido um jogador de futebol profissional.
DIABA LOIRA ANTES DO CRIME
Eweline Passos Rodrigues chegou a trabalhar como vendedora de perfumes e cosméticos, além de cobradora interna e alfaiate e tinha salários entre R$ 1.017,00 e R$ 1.346,00.
Ela chegou a abrir uma empresa para promoção de vendas, com um capital baixo, de R$ 3 mil e vendia doces para custear as mensalidades da faculdade de Direito, que cursava em Santa Catarina.
No perfil da Diaba Loira nas redes sociais, colocava momentos em família junto com momentos da vida profissional.
“A mãe dela mora em Tubarão e a família dela é do bem e trabalhadora. Os dados que temos é que ela queria muito crescer no crime. Se colocava à disposição para executar inimigos da facção para ganhar moral”, afirmou o delegado André Crisóstomo, da 5ª DP, em Tubarão, Santa Catarina.
TENTATIVA DE FEMINICÍDIO
No dia 25 de agosto de 2022, a vida de Eweline mudou bastante quando ela sofreu uma tentativa de feminicídio em Capivari de Baixo, cidade ao lado de Tubarão. Ela foi atacada pelo ex-companheiro, pai dos dois filhos do casal. A moça foi esfaqueada no pulmão na casa onde moravam e teve que passar por cirurgia. O homem alegava que Eweline tinha pego dinheiro dele e o ex-marido foi absolvido pelo juri. Os dois filhos do casal ficaram em Santa Catarina, sob os cuidados da avó Marilza da Silva Passos, mãe da traficante que foi morta.
Após quase ser morta, Eweline começou a ser investigada por tráfico de drogas em Tubarão. Ela foi presa pela primeira vez em maio de 2023, após se envolver em um acidente de carro, quando policiais militares encontraram cocaína no veículo em que ela estava e constataram que a mulher realizava entrega de drogas, no estilo delivery.
A segunda prisão aconteceu em janeiro de 2024, devido a um porte ilegal de arma de fogo e tráfico, quando a Diaba Loira se deslocava para executar um desafeto que fazia parte da facção.
“Eu não estou no crime por emoção. Entrei porque tive motivos. Comecei depois de velha, e isso foi culpa da polícia, que não fez nada pelo que aconteceu comigo lá em Santa Catarina. Aquilo me empurrou para o crime. Não aconselho ninguém a seguir esse caminho, mas hoje não quero mais largar, e nem dá para largar. Não quero mesmo”, afirmou Eweline em publicação nas redes sociais.
Eweline Passos Rodrigues, chamada de Diaba Loira, tinha 28 anos e foi executada no Rio de Janeiro, na madrugada da última quinta-feira. Ela tinha uma vida comum e de trabalho em Santa Catarina, onde sofreu tentativa de feminicídio. Ela era filha de um PM aposentado e se envolveu com o crime após incidentes pessoais, se tornando membra das facções Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. A polícia está investigando se a morte dela está ligada a conflitos entre as facções.