O pintor Bruno Watermann, de 40 anos, gerou polêmica ao revelar ser fã de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos, batizando seus dois filhos com os nomes dos condenados pelo assassinato de 2002. Watermann coleciona tatuagens em homenagem à Suzane, que ele descreve como “loira, bonita e cruel”. O fã justifica sua obsessão pela “audácia” do trio, embora afirme ser uma pessoa pacífica na vida real.
Bruno Watermann, um pintor de 40 anos residente em Carlópolis, no Paraná, expôs o seu fanatismo extremo por Suzane von Richthofen e pelos irmãos Cravinhos, condenados pelo assassinato do casal Richthofen em 2002.
Watermann coleciona múltiplas tatuagens em homenagem aos criminosos, mas a atitude mais chocante é ter batizado seus dois filhos, uma menina e um menino, com os nomes de Suzane, Cristian Daniel, em clara devoção aos criminosos.
Fã nº 1
Autointitulado o fã nº1 do trio, Bruno Watermann concedeu entrevista exclusiva ao BacciNoticias e revelou a origem de sua atração por Suzane, que ele descreve como imediata ao vê-la na televisão.
“Loira, bonita e cruel. Mexeu no mesmo instante comigo, e eu gosto de loiras”, afirmou o fã.
Questionado sobre o que o leva à obsessão, Bruno atribui a admiração à:
“Loucura, ganância, o agir sem pensar e audácia de terem ido até o final no objetivo sem pensar nas consequências”, diz ele.
Apesar da fascinação pela história, ele ressalta que não considera corretas as ações dos criminosos e garante ser uma pessoa pacífica na vida real:
“Não sou uma pessoa cruel, nunca nem briguei na rua”.
Bruno estende a admiração aos irmãos Cravinhos, com quem afirma já ter conversado, descrevendo o dia do contato como “muito legal”.
Homenagens ao trio de criminosos
O fanatismo de Bruno Watermann transcende o plano pessoal e atinge sua vida familiar. Ele revelou ter nomeado os filhos em homenagem direta aos criminosos, mesmo diante da resistência:
“A mãe deles não queria, mas eu queria e era o que bastava”, explicou ele sobre o batismo dos filhos de Suzane (a mais velha) e Cristian Daniel (o mais novo).
De acordo com o pintor, as crianças conhecem a história por trás dos nomes e, até o momento, nunca o criticaram ou reclamaram da escolha.
Tatuagens
No corpo, Bruno carrega o nome de Suzane tatuado nas costas, o signo de escorpião no pescoço, a data de nascimento, a data do crime, uma foto dela na barriga (que ele brinca ter ficado “horrorosa”) e a letra “R” do sobrenome. Ele planeja ainda tatuar o sobrenome dos Cravinhos em uma das sobrancelhas.

Bruno Watermann fã nº1 de Suzane von Richthofen || Reprodução: Arquivo PessoalCedido ao BacciNoticias
Críticas
A devoção pela criminosa gerou problemas profissionais e pessoais. Bruno afirma que seus pais não aprovam nem aceitam a admiração. Ele também relatou que, na época em que fez as tatuagens, perdeu clientes em seu trabalho de pintura, embora a situação tenha se normalizado com o tempo.
Contato com a ‘ídola‘
O fã afirmou que teve contato indireto com a condenada, além de ter trocado mensagens com os irmãos Cravinhos.
“Perguntei se a Suzane sabia da minha tatuagem e ela disse que sim e que estava chocada. Eu fiquei super feliz quando soube disso“, comemorou ele sobre a reação dela.
O nome de Suzane está grafado com ‘S‘ e não com ‘Z‘ em seu corpo. Ele explicou que não foi uma escolha para diferenciar, mas sim, uma possível falha do profissional ou falta de atenção de sua parte.
“Na época o tatuador não queria tatuar, agora não sei se foi de má fé, ou se foi falta de atenção. Eu estava tão empolgado que não vi na hora que me mostrou o desenho“, relatou.
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