O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2026, gerando preocupação entre os paulistanos. Segundo a proposta, o IPTU poderia subir até 10% para imóveis residenciais e 15% para imóveis não residenciais, a partir do próximo ano.

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), realizou um movimento na surdina ao enviar à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê um aumento de até 10% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para imóveis residenciais e até 15% para imóveis não residenciais, a partir de 2026.

Esse aumento, será como uma “facada” no bolso dos paulistanos, ignorando a realidade econômica que muitos enfrentam.

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou uma inflação de apenas 3,15% até agosto, o projeto de Nunes poderia permitir que os imóveis valorizados enfrentassem um reajuste acima da inflação, penalizando ainda mais aqueles já sobrecarregados por custos crescentes.

A proposta não se limita a esse aumento. Embora inclua algumas isenções e descontos, como a ampliação da isenção total do IPTU para imóveis de até R$ 150 mil e a isenção para contribuintes com imóveis de até R$ 260 mil, é difícil não ver um contrasenso. Essas medidas parecem mais um esforço para suavizar a crítica do que um verdadeiro compromisso com a justiça fiscal. A realidade é que os aumentos propostos são uma faca de dois gumes, que, enquanto prometem alívio para alguns, podem deixar muitos outros na linha de fogo.

A Prefeitura argumenta que, com as correções, haverá imóveis com mais redução que aumento do valor do imposto.

No entanto, isso não apaga a percepção de que Nunes está, efetivamente, colocando a conta nas costas dos mais pobres, aqueles que já lutam para sobreviver em uma cidade marcada pela desigualdade. O momento exigia sensibilidade e uma visão mais inclusiva, mas, ao que parece, a administração municipal prefere seguir com a lógica da cobrança.

Ricardo Nunes precisa entender que o verdadeiro papel de um líder é proteger os mais vulneráveis, e não aumentar a carga tributária sobre aqueles que já enfrentam dificuldades. O que se espera é que a Câmara Municipal veja através dessa manobra e atue em defesa do cidadão paulistano, especialmente do mais necessitado, antes que seja tarde demais.

 

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