A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Contenção, com o objetivo de frear a guerra entre facções rivais em comunidades da Zona Norte da capital. A ação ocorre após o Comando Vermelho (CV) tentar invadir áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), facção da traficante Eweline Passos Rodrigues, a “Diaba Loira”, morta recentemente.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Contenção, com o objetivo de frear a guerra entre facções rivais em comunidades da Zona Norte da capital. A ação ocorre após o Comando Vermelho (CV) tentar invadir áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), facção da traficante Eweline Passos Rodrigues, a “Diaba Loira”, morta recentemente.
Segundo a corporação, a operação mira desarticular a estrutura logística, financeira e operacional das facções que disputam pontos de tráfico em regiões como Serrinha, Juramento, Campinho e Fubá.
Nas redes sociais, moradores da Serra da Misericórdia, localizada entre os complexos da Penha e do Alemão, compartilharam vídeos em que centenas de disparos são ouvidos em menos de dois minutos.
Na Vila da Penha, um motorista relatou que uma bala perdida atingiu seu carro quando levava o filho à escola.
Rivalidade CV x TCP
A morte de Eweline, conhecida como “Diaba Loira”, trouxe novamente à tona a disputa entre as facções. Antes de ingressar no TCP, ela havia integrado o Comando Vermelho, mas mudou de lado e chegou a tatuar o símbolo da facção rival, em um gesto de lealdade.
Nas redes sociais, onde era conhecida, a jovem chegou a comparar o tratamento que recebia em uma facção rival. Na gravação, a jovem afirmou que não se arrependeu da decisão de mudar de lado no crime organizado.
“Não tô arrependida em momento algum. Tive arrependida depois de tanta covardia que eu sofri. Eu acho que foi a melhor atitude que eu tomei.” Ela ainda ressaltou a diferença no tratamento que recebi na nova facção: “é muita, muita mesmo, tratamento, união, tá ligado? O pessoal mesmo me abraçou, então tão me tratando muito bem, tanto morador, pessoal também que fica aqui comigo. Sem palavras, papo reto pra geral. É só agradecer as comunidades que eu passei, que eu tô passando por ter me abraçado. Minha vida tá mudando, graças a Deus. E é isso, arrependimento zero”, declarou.