A família da influenciadora rural Alzira Maria Theodoro Luiz, assassinada a tiros na varanda de casa em Mutum (MG), afirmou acreditar que o crime foi uma execução planejada. O filho mais velho, Bruno Luiz, revelou que dias antes do crime a mãe ouviu passos na madrugada, o que a fez comprar uma câmera de segurança que não deu tempo de instalar. Nada foi roubado.
A família da influenciadora rural Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, assassinada a tiros na zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce, Minas Gerais, quebrou o silêncio e afirmou acreditar que o crime foi minuciosamente planejado.
Em entrevista emocionante concedida à Record Minas, o filho mais velho da produtora de conteúdo, Bruno Luiz, de 27 anos, descartou a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte) e apontou para uma execução sumária.

Alzira Maria Theodoro Luiz (Foto: reprodução)
O desabafo reforça as linhas de investigação após os atiradores fugirem sem levar o celular, dinheiro ou o veículo da vítima.
Alzira, que vinha fazendo grande sucesso nas redes sociais ao registrar a rotina da roça e o trabalho pesado na colheita de café, teve a vida interrompida no último domingo (7).
“Foi uma injustiça muito grande. Minha mãe era uma mulher guerreira, trabalhadora. Não merecia passar por isso. Eu acredito que se trata de uma execução mesmo”, desabafou Bruno.
Influenciadora relatou forte barulho e passos na madrugada dias antes de ser morta
Uma revelação crucial trazida a público acendeu um alerta nas investigações da Polícia Civil. De acordo com o relato do jovem e em vídeos gravados pela mãe, recentemente um episódio suspeito a deixou extremamente assustada em sua propriedade.
Naquela madrugada, o pânico tomou conta da residência. Alzira relatou ter ouvido fortes batidas na janela de sua casa enquanto dormia.
Ao levantar para verificar o que estava acontecendo, a produtora rural escutou nitidamente passos de alguém correndo em disparada pelas redondezas do terreno.
Veja o vídeo que a própria influenciadora chegou a gravar:
Câmera de segurança foi comprada para proteção
O medo gerado pelas ameaças veladas e pela perseguição silenciosa fez com que a influenciadora digital buscasse meios de proteger a si mesma e à sua propriedade rural. Preocupada com a segurança, Alzira comprou uma câmera de monitoramento moderno para instalar na residência.
No entanto, a agilidade dos criminosos foi maior do que o tempo de reação da vítima. Conforme lamentado pelo filho durante a Record, o equipamento não chegou a ser colocado em funcionamento antes do assassinato.
“Tinha uma câmera lá em casa, só que ela não conseguiu instalar”, desabafou o jovem, apontando para a tragédia que poderia ter sido evitada ou filmada.
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Família descarta briga por herança ou terras
Diante das especulações que começaram a surgir na região do Vale do Rio Doce, a família fez questão de negar qualquer boato envolvendo disputas financeiras internas. Bruno Luiz garantiu que a relação entre os quatro irmãos sempre foi baseada na união e no respeito mútuo, descartando conflitos por patrimônio.
”A gente nunca brigou por causa de nada. Nenhum de nós faz questão de nada do que ela deixou. O que importa para nós é o legado dela”, enfatizou o jovem, direcionando o foco das autoridades para possíveis motivações externas ou perseguições que a mãe pudesse estar sofrendo de forma oculta.
Sucesso na internet e colheita de café: O sonho interrompido com tiros na cabeça
Por fim, o assassinato brutal interrompeu o ápice do sucesso de Alzira na internet. Com quase 1 milhão de curtidas nas redes sociais, ela conquistava milhares de seguidores mostrando a beleza e os desafios da vida no campo.
O crime ocorreu na varanda da casa onde estava hospedada para a colheita do café, quando dois homens em uma motocicleta vermelha, usando capacetes e toucas, efetuaram vários disparos contra a vítima.
A Polícia Civil instaurou um inquérito rigoroso para apurar a autoria do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação segue sendo um mistério. Enquanto o caso permanece sem respostas, a família da influenciadora clama por agilidade. “O que eu peço é só justiça mesmo, tá entendendo? Só justiça que eu peço pela minha mãe”, concluiu o filho.
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