A família de Eliza Samudio expressou indignação com a repercussão da descoberta de um passaporte em nome da modelo em Portugal. Maria do Carmo, representante de Sônia Moura, afirmou que o fato é um “factoide” e que a família deseja apenas recuperar o documento como lembrança. O posicionamento oficial reforça que não há dúvidas sobre o falecimento de Eliza e pede respeito ao luto dos familiares.
A notícia sobre a localização do passaporte em nome de Eliza Samudio em Portugal, gerou uma onda de indignação entre os familiares da modelo. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil, reacendendo mistérios sobre como o item teria sido encontrado 15 anos após o crime.
Para a família da vítima, no entanto, a forma como a informação tem sido divulgada representa um desrespeito à memória de Eliza e um sofrimento adicional para os sobreviventes.
Em entrevista ao G1, Maria do Carmo, representante legal de Sônia Moura e madrinha de Bruninho Samudio, manifestou-se de forma contundente sobre as teorias que surgiram após a descoberta. No relato, ela reforçou que, para a família, não existe qualquer margem de dúvida sobre a morte de Eliza, ocorrida em 2010. A representante classificou a exploração do fato como um “factoide lamentável” que ignora a dor de Sônia e do filho da modelo, que seguem tentando reconstruir suas vidas longe do sensacionalismo.
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Apesar do incômodo com a exposição midiática, a família manifestou o interesse em reaver o passaporte, caso a autenticidade do documento seja confirmada pelas autoridades consulares. Para a mãe de Eliza, o objeto não representa uma pista investigativa de que a filha estaria viva, mas sim uma lembrança material de sua existência. Maria do Carmo pontuou que Sônia possui o direito legítimo de guardar o item como parte do acervo pessoal da filha, uma vez que poucas recordações físicas restaram após a tragédia.
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O desabafo destaca o impacto psicológico contínuo sobre Bruninho e sua avó. Segundo Maria do Carmo, a família sente que não possui paz, pois periodicamente surgem informações que reabrem feridas profundas.
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