Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante na última quarta-feira (20), em Mossoró (RN), após tentar sustentar um verdadeiro multiverso de profissões. Célia Soares de Brito é acusada de apresentar documentos falsos e se identificar como juíza, desembargadora, procuradora, advogada, agente do FBI, chefe da Interpol, “fiscalizadora dos ministros do STF” e até “guardiã da democracia mundial”.

Célia Soares de Brito é acusada de apresentar documentos falsos e se identificar como diversas autoridades. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Célia Soares de Brito é acusada de apresentar documentos falsos e se identificar como diversas autoridades. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante na última quarta-feira (20), em Mossoró (RN), após tentar sustentar um verdadeiro multiverso de profissões. Célia Soares de Brito é acusada de apresentar documentos falsos e se identificar como juíza, desembargadora, procuradora, advogada, agente do FBI, chefe da Interpol, “fiscalizadora dos ministros do STF” e até “guardiã da democracia mundial”.

A prisão aconteceu depois que um motorista de aplicativo desconfiou do número excessivo de bagagens e das versões contraditórias contadas por Célia. Temendo um golpe, ele decidiu parar em um posto da PRF na BR-304, na saída para Fortaleza, por volta das 16h, e pedir ajuda.

Durante a abordagem, Célia apresentou uma carteira da OAB com claras inconsistências: sem chip, com dados desencontrados e um número de registro que, na verdade, pertence a um advogado do Paraná.

A Polícia Civil de Mossoró confirmou a falsificação e também encontrou um certificado de posse adulterado. O celular da suspeita foi apreendido e passará por perícia. A mãe e a filha dela, que estavam no veículo, foram ouvidas e liberadas.

Na audiência de custódia realizada no dia seguinte, o Tribunal de Justiça concedeu liberdade provisória mediante fiança de dois salários mínimos. Entre as condições para seguir em liberdade, Célia deverá avisar caso se ausente de casa por mais de oito dias e está proibida de mudar de endereço sem autorização judicial.

Em 2020, ela chegou a se candidatar a vereadora em Juazeiro do Norte (CE), pelo Partido Verde, mas obteve apenas 19 votos. No imóvel onde supostamente funcionaria seu “escritório”, no bairro Lagoa Seca, há uma placa onde ela se identifica como “chefe fiscalizadora dos ministros do STF”.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público, que apuram se a suspeita usou os documentos falsificados para obter vantagens ou aplicar golpes.

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